Amazonas registrou quatro óbitos por vírus respiratórios até 4 de agosto de 2026, contra 50 no mesmo período de 2025; crianças de até 4 anos representam 79,1% dos casos confirmados de SRAG associados a vírus respiratórios.
Mortes por Vírus Respiratórios Caem 92% no AM: O Amazonas registrou uma redução de 92% no número de mortes provocadas por vírus respiratórios entre 1º de janeiro e 4 de agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são do painel epidemiológico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
Segundo o levantamento, foram registrados quatro óbitos relacionados a vírus respiratórios no estado em 2026, enquanto, no mesmo intervalo de 2025, foram contabilizadas 50 mortes.
Apesar da redução dos casos fatais, os registros de infecções respiratórias continuam concentrados entre crianças pequenas. Dos 1.280 casos confirmados de SRAG associados a vírus respiratórios neste ano, 1.013 ocorreram em crianças de até quatro anos. O número corresponde a aproximadamente 79,1% dos registros.
Quatro mortes foram registradas em 2026
As quatro pessoas que morreram em decorrência de vírus respiratórios neste ano tinham 60 anos ou mais. Conforme os dados apresentados no painel da FVS-RCP, as vítimas eram três homens e uma mulher.
Entre os agentes identificados nos óbitos estão a Influenza A, responsável por dois casos, além de um caso associado à Covid-19 e outro ao Metapneumovírus.
A comparação com 2025 mostra uma queda expressiva. No período analisado daquele ano, o Amazonas havia registrado 50 mortes relacionadas a vírus respiratórios.
Redução ocorreu ao longo do período
Os dados também apontam redução em diferentes meses de 2026. Em janeiro, foram registradas duas mortes, contra dez no mesmo mês de 2025. Em abril, houve um óbito neste ano, diante de 12 no mesmo período do ano passado.
Em junho, o painel registrou uma morte em 2026, enquanto oito haviam sido contabilizadas em 2025. Já fevereiro, março, maio, julho e o início de agosto não apresentaram mortes por vírus respiratórios nos períodos comparados, segundo os dados divulgados.
Crianças concentram os casos confirmados
Embora o número de mortes tenha diminuído, as crianças pequenas continuam representando a maior parcela dos casos confirmados de SRAG associados a vírus respiratórios no Amazonas.
Dos 1.280 registros contabilizados em 2026, 1.013 foram identificados entre crianças de até quatro anos. O grupo representa aproximadamente 79,1% do total.
Entre os menores de um ano foram registrados 621 casos. Já a faixa etária de um a quatro anos contabilizou 392 ocorrências.
Os números mostram uma concentração dos registros nas faixas etárias mais baixas, embora os dados de mortalidade apresentados pela FVS-RCP indiquem cenário diferente: todas as quatro mortes registradas até 4 de agosto ocorreram entre pessoas com 60 anos ou mais.
Rinovírus lidera entre os agentes identificados
Entre os vírus respiratórios identificados nos casos de 2026, o Rinovírus aparece com o maior número de registros, totalizando 549 diagnósticos.
Na sequência está o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com 438 casos. A Influenza aparece com 193 registros, enquanto a Covid-19 soma 46 casos.
O VSR é associado a quadros respiratórios que podem ser mais graves em crianças pequenas, especialmente nos primeiros anos de vida. No entanto, os números apresentados nesta matéria correspondem aos registros oficiais do painel epidemiológico citado.
Manaus concentra maior número de registros
A capital amazonense reúne a maior quantidade de casos confirmados de vírus respiratórios no levantamento. Manaus contabilizou 937 dos 1.280 registros identificados no estado.
Entre os municípios do interior com maior número de casos aparecem Eirunepé, com 42 registros; Ipixuna, com 30; Manacapuru, com 23; e Guajará, com 20.
Também aparecem no levantamento Presidente Figueiredo, com 19 casos; Tefé, com 17; Barcelos e Boca do Acre, com 14 cada; e Itacoatiara, com 13.
Sintomas mais frequentes
O painel da FVS-RCP também reúne informações sobre os sintomas apresentados pelos pacientes com SRAG. A tosse aparece em 90,2% dos registros, seguida pela dificuldade para respirar, com 82,4%.
A febre foi identificada em 77,7% dos casos, enquanto o desconforto respiratório aparece em 75,6%.
Outro dado apresentado no levantamento indica que 438 pacientes, equivalentes a 34,2% do total, possuíam algum fator de risco associado.
Entre as condições citadas, a asma aparece com maior frequência, seguida por doenças cardiovasculares crônicas e diabetes mellitus.
Cenário exige acompanhamento epidemiológico
Os dados da FVS-RCP mostram dois cenários distintos no Amazonas em 2026. De um lado, houve uma redução expressiva no número de mortes relacionadas aos vírus respiratórios em comparação com 2025. De outro, os registros de SRAG associados a vírus respiratórios continuam concentrados principalmente entre crianças pequenas.
A diferença entre os números de mortalidade e de casos reforça a importância do acompanhamento dos dados epidemiológicos por faixa etária e por agente viral.
Até 4 de agosto, o estado havia registrado quatro mortes por vírus respiratórios e 1.280 casos confirmados de SRAG associados a esses agentes, conforme o painel epidemiológico utilizado como referência para os dados apresentados.
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