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terça-feira, agosto 25, 2026

Mais de 11 milhões de trabalhadores têm FGTS atrasado

Levantamento aponta que empresas devem R$ 12,6 bilhões ao FGTS e alerta para os impactos dos atrasos nos depósitos para trabalhadores em todo o Brasil.

FGTS Atrasado Afeta 11 Milhões de Pessoas: Mais de 11 milhões de trabalhadores estavam com depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em atraso até junho de 2026, segundo levantamento citado na reportagem. A dívida das empresas com o fundo chegou a R$ 12,6 bilhões.

O número representa um aumento em relação aos dados apresentados em um levantamento anterior, divulgado em 2025, quando 9,5 milhões de trabalhadores estavam com depósitos atrasados e as empresas acumulavam aproximadamente R$ 10 bilhões em débitos.

O FGTS é um direito dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em regra, o empregador deve realizar mensalmente um depósito correspondente a 8% da remuneração do funcionário em uma conta vinculada ao fundo.

Atrasos podem prejudicar trabalhadores

A ausência ou o atraso nos depósitos pode causar problemas principalmente quando o trabalhador precisa movimentar os recursos disponíveis no FGTS.

Uma das situações mais conhecidas é a demissão sem justa causa, quando o trabalhador pode ter direito ao saque do saldo existente na conta vinculada, conforme as regras previstas na legislação.

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Por isso, acompanhar regularmente o extrato é uma forma de verificar se os depósitos estão sendo realizados corretamente e identificar eventuais períodos de inadimplência.

Trabalhadores descobrem problemas no extrato

Um dos casos apresentados na reportagem é o do soldador Julio Lima. Ele percebeu que os depósitos não estavam sendo realizados ao consultar o aplicativo do FGTS.

Segundo o trabalhador, outros funcionários também verificaram os próprios extratos e encontraram problemas nos depósitos. A situação teria sido discutida com responsáveis pela empresa, mas os valores não foram regularizados naquele momento.

O episódio mostra que o trabalhador pode conferir diretamente no aplicativo se os depósitos registrados pelo empregador estão sendo efetivamente realizados.

Demissão revela falta de depósitos

Outro caso citado envolve funcionários de uma organização social que prestava serviços para um hospital público no Rio de Janeiro.

Após o encerramento do contrato e a dispensa dos trabalhadores, a técnica de enfermagem Grace Kelly de Matos descobriu que os depósitos do FGTS não estavam sendo feitos desde agosto do ano anterior.

O técnico de enfermagem Allan Felipe também relatou que os valores apareciam registrados no contracheque, mas não haviam sido depositados no fundo.

FGTS possui diferentes modalidades de saque

A demissão sem justa causa não é a única situação que pode permitir o saque dos recursos. A legislação também prevê hipóteses específicas relacionadas, entre outras situações, à aposentadoria, doenças graves, aquisição da casa própria e determinados casos de calamidade.

As condições para movimentação do saldo dependem do enquadramento do trabalhador nas regras previstas para cada modalidade.

Trabalhador pode acompanhar os depósitos

A consulta ao extrato do FGTS pode ser realizada pelos canais oficiais disponibilizados pela Caixa Econômica Federal, permitindo verificar os lançamentos feitos na conta vinculada.

O acompanhamento periódico ajuda a identificar eventuais meses sem depósito e facilita a busca por esclarecimentos caso exista alguma irregularidade.

Quando houver divergência, o trabalhador pode procurar os canais oficiais de atendimento e orientação trabalhista, apresentando documentos que ajudem a comprovar o vínculo e os períodos em que os depósitos deveriam ter sido realizados.

Empresas podem ter restrições

A inadimplência relacionada ao FGTS também pode gerar consequências para as empresas. Uma delas é a impossibilidade de emissão do Certificado de Regularidade do FGTS enquanto existirem pendências.

O certificado comprova a regularidade do empregador perante o fundo e pode ser exigido em determinadas situações previstas nas normas aplicáveis.

Segundo o Ministério do Trabalho, a Auditoria Fiscal do Trabalho conseguiu recuperar aproximadamente R$ 6,2 bilhões para o FGTS desde março de 2025.

Acompanhamento evita surpresas

Os dados apresentados no levantamento reforçam a importância de que trabalhadores acompanhem regularmente as informações do FGTS.

A consulta permite verificar se os depósitos estão sendo realizados e identificar possíveis períodos de atraso. Dessa forma, eventuais problemas podem ser questionados antes de uma situação em que o trabalhador precise utilizar os recursos.

Com uma dívida empresarial apontada em R$ 12,6 bilhões e 11 milhões de trabalhadores afetados por depósitos em atraso até junho de 2026, a regularidade dos recolhimentos permanece como um ponto importante para a garantia dos direitos relacionados ao fundo.

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