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terça-feira, setembro 1, 2026

DNIT inicia dragagem em quatro trechos hidroviários do Amazonas

Serviços começam na primeira quinzena de setembro e vão atender rotas entre Manaus, Itacoatiara, Coari, Codajás, Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença.

DNIT inicia dragagem em hidrovias do Amazonas

O DNIT inicia dragagem no Amazonas na primeira quinzena de setembro em quatro trechos hidroviários considerados estratégicos para o transporte de passageiros e cargas no estado.

Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, as ordens de serviço já foram emitidas e a mobilização de equipes e equipamentos está em andamento.

As intervenções fazem parte do Plano Anual de Dragagem de Manutenção Aquaviária (PADMA).

Quatro trechos serão atendidos

As obras serão realizadas nos seguintes trechos:

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  • Benjamin Constant–São Paulo de Olivença;
  • Tabatinga–Benjamin Constant;
  • Coari–Codajás;
  • Manaus–Itacoatiara.

Essas rotas integram importantes corredores hidroviários do Amazonas e são utilizadas tanto para transporte de passageiros quanto para movimentação de cargas.

Objetivo é manter navegabilidade

De acordo com o DNIT, os trabalhos têm como principal objetivo manter condições adequadas de navegabilidade.

A dragagem retira sedimentos acumulados no leito dos rios em pontos onde a profundidade pode comprometer a passagem segura de embarcações.

Esse tipo de intervenção é especialmente importante durante períodos de estiagem, quando o nível dos rios diminui e alguns trechos podem apresentar restrições à navegação.

Serviços fazem parte de planejamento de longo prazo

O DNIT inicia dragagem no Amazonas dentro de um programa com contratos de cinco anos de duração.

Segundo o órgão, esse modelo permite que os serviços sejam executados de maneira contínua e preventiva.

A ideia é evitar que as intervenções ocorram apenas quando surgirem dificuldades graves para a navegação.

Trechos são definidos a partir de monitoramento

A escolha dos pontos onde haverá dragagem não é feita de maneira fixa.

O DNIT afirma que realiza monitoramento periódico das hidrovias sob sua responsabilidade para identificar áreas consideradas críticas.

A partir desses levantamentos, são definidos os locais onde haverá necessidade de retirada de sedimentos.

O acompanhamento ganha importância durante a estiagem amazônica, quando mudanças rápidas nos níveis dos rios podem alterar as condições de navegação.

Dragagem será feita por sucção e recalque

O método adotado nos serviços será o de sucção e recalque.

Nesse processo, o material depositado no fundo do rio é retirado com equipamentos próprios de dragagem e transferido para locais previamente definidos.

No trecho entre Manaus e Itacoatiara, será utilizada uma draga do tipo Hopper.

Esse tipo de embarcação é preparado para retirar e armazenar temporariamente sedimentos durante a execução do serviço.

Manaus–Itacoatiara está entre os trechos atendidos

A ligação hidroviária entre Manaus e Itacoatiara está entre as áreas que receberão manutenção.

O trecho é relevante para a circulação de embarcações no eixo do rio Amazonas e para o transporte de cargas que entram e saem da capital.

Segundo o DNIT, a manutenção busca preservar a regularidade das operações nesse corredor.

Dragagem também chega ao Alto Solimões

Duas das intervenções ocorrerão na região do Alto Solimões.

Uma delas será entre Tabatinga e Benjamin Constant.

A outra ligará Benjamin Constant e São Paulo de Olivença.

Essas cidades dependem fortemente do transporte fluvial para deslocamento de pessoas, mercadorias, combustíveis e abastecimento.

Coari e Codajás também receberão obras

Outro trecho contemplado pelo plano fica entre Coari e Codajás.

A região também possui forte dependência do modal hidroviário e pode sofrer impactos em períodos de redução mais intensa do nível dos rios.

A dragagem busca manter um canal com profundidade adequada para a passagem das embarcações.

Estiagem aumenta atenção sobre hidrovias

A execução dos trabalhos ocorre em um período do ano em que o nível dos rios do Amazonas começa a ganhar maior atenção.

Durante a estiagem, determinados pontos podem apresentar bancos de areia, redução de profundidade e estreitamento de canais navegáveis.

Por isso, o monitoramento dos rios é usado pelo DNIT para definir onde a manutenção deve ser priorizada.

Transporte de passageiros e cargas depende dos rios

No Amazonas, as hidrovias têm papel essencial na mobilidade regional.

Em muitas cidades do interior, o transporte fluvial é a principal forma de deslocamento entre municípios.

Os rios também são utilizados para abastecimento, transporte de alimentos, combustíveis, equipamentos e outros produtos.

Segundo o DNIT, a manutenção dos canais contribui para aumentar a segurança e reduzir interrupções nas operações.

Obras começam na primeira metade de setembro

A previsão é que os serviços sejam iniciados ainda na primeira quinzena de setembro.

As equipes e equipamentos estão em fase de mobilização.

O DNIT não informou, na divulgação, uma data específica para o início dos trabalhos em cada um dos quatro trechos.

Também não foi divulgado um cronograma individual de conclusão das dragagens.

Programa busca prevenir problemas de navegação

O DNIT inicia dragagem no Amazonas com foco não apenas na correção de pontos críticos já existentes, mas também na prevenção de dificuldades durante os próximos meses.

Com contratos de longo prazo, o órgão pretende realizar intervenções sempre que o monitoramento indicar necessidade.

Segundo o departamento, a medida busca garantir segurança, regularidade e continuidade do transporte hidroviário no estado.

 

Leia também: Manaus enfrenta calor intenso e alerta para qualidade do ar nesta terça-feira

 

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