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terça-feira, setembro 22, 2026

Alexandre de Moraes declara impedimento e ação sobre visitas ao Senado será redistribuída

Processo envolve pedido de acesso a eventuais registros da advogada Viviane Barci, esposa do ministro, e de outras três pessoas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de atuar no mandado de segurança que solicita ao Senado informações sobre eventuais visitas de sua esposa, a advogada Viviane Barci, e de outras três pessoas.

Com o impedimento de Alexandre de Moraes, o processo será encaminhado ao presidente do STF, Edson Fachin, responsável por providenciar a escolha de um novo relator.

Moraes não examinou o conteúdo do pedido nem decidiu se os dados deverão ser entregues. A decisão trata apenas da impossibilidade jurídica de o ministro permanecer responsável por uma ação relacionada à própria esposa.

Ministro cita regra do Código de Processo Civil

Ao formalizar o impedimento, Moraes utilizou como fundamento o artigo 144, inciso IV, do Código de Processo Civil. A norma estabelece circunstâncias nas quais um magistrado não pode atuar por causa do envolvimento de cônjuge ou familiar no processo.

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“Com fundamento no art. 144, IV, do CPC, declaro-me impedido de atuar no presente feito”, escreveu o ministro.

O impedimento é um instrumento destinado a preservar a imparcialidade do julgamento. A medida não representa reconhecimento de irregularidade por parte das pessoas mencionadas na ação e também não antecipa o resultado do processo.

Vereador quer acesso a eventuais registros

O mandado de segurança foi apresentado pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). Ele busca obrigar o Senado a disponibilizar eventuais registros de entrada e saída de quatro pessoas nas dependências da Casa.

O pedido abrange Viviane Barci; Daniel Vorcaro; o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS; e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A inclusão dos nomes na ação não comprova que eles tenham visitado o Senado. O processo tem justamente o objetivo de obter informações sobre a possível existência desses registros.

Senado negou acesso aos dados

De acordo com o autor da ação, o Senado recusou anteriormente o fornecimento das informações sob o argumento de que elas teriam caráter pessoal.

O mérito da controvérsia ainda será analisado pelo Supremo. Caberá ao novo relator avaliar o pedido do vereador, os fundamentos apresentados pelo Senado e os requisitos legais para a concessão do mandado de segurança.

Até o momento, não existe uma decisão do STF ordenando a divulgação dos registros solicitados.

Processo aguarda novo relator

Depois do reconhecimento do impedimento de Alexandre de Moraes, o processo seguirá para Edson Fachin. A presidência do STF deverá adotar as providências necessárias para que outro integrante da Corte assuma a relatoria.

Somente após a redistribuição será possível dar continuidade à análise judicial do pedido. Não foi informado quando o novo relator será definido.

Leia também: Moraes vira relator de ação que pede registros de visitas de sua esposa e Vorcaro ao Senado

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