Segundo a Polícia Civil, investigado se passava por gerente de RH, cobrava taxas de desempregados e acumula cerca de 50 boletins de ocorrência por estelionato.
Um homem de 38 anos foi preso pela Polícia Civil do Amazonas, nesta terça-feira (21), durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva por suspeita de estelionato.
A prisão foi realizada por policiais do 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na rua Curió, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus.
A identidade do investigado será preservada, uma vez que o caso ainda está em apuração e não há condenação definitiva.
Segundo a Polícia Civil, aproximadamente 50 boletins de ocorrência por estelionato registrados na capital podem estar relacionados ao suspeito.
Investigado se apresentava como gerente de RH
De acordo com o delegado Jorge Arcanjo, titular do 4º DIP, o homem se passava por gerente de Recursos Humanos de empresas instaladas no Distrito Industrial de Manaus.
O investigado abordava pessoas desempregadas e oferecia supostas oportunidades de trabalho. Para garantir as vagas, cobrava taxas que variavam entre R$ 300 e R$ 500.
Conforme a investigação, as oportunidades não existiam e os pagamentos não resultavam em contratações.
A Polícia Civil apura quantas pessoas foram vítimas dessa modalidade de golpe e qual foi o prejuízo total causado.
Polícia investiga vendas de produtos não entregues
O homem também é investigado por supostamente se apresentar como funcionário de lojas de eletrodomésticos e eletrônicos.
Segundo a polícia, ele negociava a venda de produtos e recebia os pagamentos antecipadamente, mas as mercadorias não eram entregues.
Após receber o dinheiro, o investigado deixava de responder aos compradores, conforme os relatos reunidos durante a apuração.
Os policiais investigam se o suspeito utilizava nomes de estabelecimentos conhecidos para conquistar a confiança das vítimas.
Suspeito também dizia atuar como massoterapeuta
A investigação aponta ainda que o homem se apresentava como massoterapeuta em outras abordagens.
A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre como os supostos golpes eram praticados nessa modalidade. Entretanto, os investigadores acreditam que diferentes atividades profissionais eram utilizadas para estabelecer contato e obter dinheiro das vítimas.
Os casos continuam sendo analisados pelo 4º DIP.
Prisão preventiva foi cumprida na Cidade Nova
Os policiais localizaram o investigado enquanto ele caminhava pela rua Curió, no bairro Cidade Nova.
Após a abordagem, o homem foi conduzido ao 4º DIP para os procedimentos legais. Em seguida, passou por audiência de custódia e permaneceu à disposição da Justiça.
A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. As acusações deverão ser analisadas ao longo da investigação e do eventual processo judicial.
Pessoas que acreditam ter sido vítimas de golpes semelhantes podem procurar uma unidade policial para registrar a ocorrência e apresentar documentos, conversas, comprovantes de pagamento e outras evidências.
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