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terça-feira, setembro 8, 2026

Ex-ministros do STF pedem apuração rigorosa e sessão pública sobre crise na Corte

Carta assinada por 13 integrantes aposentados classifica momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo e cobra resposta institucional de Edson Fachin.

Treze ministros aposentados e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgaram uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de uma sessão pública para uma “imediata e rigorosa apuração” dos fatos que vêm provocando a atual crise no STF.

O documento afirma que os acontecimentos recentes estariam comprometendo o prestígio e a autoridade do tribunal, a confiança da população e até a estabilidade das instituições democráticas. A carta não cita nominalmente ministros nem especifica quais episódios deverão ser investigados.

Ex-ministros falam em momento mais grave da história do STF

Os signatários classificaram o cenário atual como a “mais aguda crise de sua história” e manifestaram confiança na condução de Fachin.

O grupo defende que qualquer apuração seja realizada sob o devido processo legal e com discussão pública pelo plenário do Supremo.

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Entre os nomes que assinam a manifestação estão Celso de Mello, Carlos Velloso, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber, além de outros ex-integrantes da Corte.

A manifestação foi divulgada em meio à escalada de tensão interna no tribunal envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Crise envolve Moraes, Mendonça e caso Banco Master

O conflito ganhou força após Mendonça tornar público material da Polícia Federal relacionado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no qual aparecem informações sobre contatos atribuídos a Moraes.

Posteriormente, Moraes encaminhou a Fachin acusações contra Mendonça relacionadas à condução de investigações e pediu providências contra o colega.

Fachin passou então a conduzir procedimentos para ouvir as autoridades envolvidas antes de definir os próximos passos da Corte.

A carta dos ex-ministros não menciona expressamente o Banco Master, Moraes ou Mendonça, mas foi divulgada justamente durante esse período de forte tensão institucional.

Fachin ainda precisa decidir como caso será tratado

O presidente do STF já determinou a coleta de manifestações relacionadas aos episódios recentes.

Depois dessa fase, caberá a Fachin avaliar qual encaminhamento será dado aos casos e se haverá análise pelo plenário.

Os ministros aposentados defendem especificamente que a discussão ocorra em sessão pública, de forma transparente.

A carta não pede afastamento de ministros nem apresenta conclusão sobre eventual responsabilidade de qualquer integrante do Supremo. O documento concentra-se na defesa de uma apuração formal dos fatos e de uma resposta institucional da Corte.

A manifestação adiciona pressão sobre Fachin em um momento no qual diferentes procedimentos relacionados à crise no STF seguem em análise e ainda não há decisão definitiva sobre as acusações feitas pelos integrantes da Corte.

Com informações de Agência Brasil

 

Leia também: Lula defende soberania nacional em pronunciamento de 7 de Setembro

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