Crise no Núcleo Prisional da Polícia Militar, na BR-174, começou na tarde de terça-feira (1º) e terminou por volta de 1h30 desta quarta (2), após intervenção do Batalhão de Choque.
Motim em presídio da PM termina durante a madrugada
As forças de segurança do Amazonas retomaram o controle do Núcleo Prisional da Polícia Militar, na BR-174, zona rural de Manaus, por volta de 1h30 desta quarta-feira (2), encerrando um motim iniciado na tarde de terça-feira (1º).
O motim em presídio da PM teve como reféns quatro policiais militares que atuavam na guarda da unidade.
Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), o 1º Batalhão de Choque entrou no local durante a madrugada e restabeleceu a normalidade.
Nenhuma pessoa ficou ferida.
Quatro policiais foram libertados
De acordo com a apuração da Rede Amazônica, os quatro reféns eram um major e três soldados.
Eles foram libertados durante a intervenção e receberam atendimento após o encerramento da crise.
A negociação contou com acompanhamento da Defensoria Pública do Estado do Amazonas e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas.
Cerca de 120 policiais participaram da operação
A PMAM informou que aproximadamente 120 policiais de unidades especializadas participaram da ação.
O efetivo reuniu agentes do:
- 1º Batalhão de Choque;
- Batalhão de Operações Especiais (Bope);
- Canil;
- Cavalaria;
- Grupo Marte;
- Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam).
As forças permaneceram no local depois da libertação dos reféns para garantir o controle da unidade.
Unidade abriga apenas policiais militares presos
O Núcleo Prisional da Polícia Militar é destinado exclusivamente à custódia de policiais militares.
A atual estrutura funciona no antigo prédio da Penitenciária Feminina de Manaus, próximo ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.
A unidade recebeu 71 policiais presos em maio deste ano.
Mudança no dia de visitas teria provocado revolta
Segundo a apuração da Rede Amazônica, a insatisfação teria começado após mudanças internas na administração da unidade.
Entre elas estaria a alteração do dia de visitas, que teria passado de domingo para sexta-feira.
Também foi mencionada a retirada de benefícios não detalhados.
Essas informações fazem parte da apuração jornalística e ainda serão analisadas oficialmente nos procedimentos que serão instaurados.
Internos danificaram câmeras e celas
Durante o motim em presídio da PM, internos teriam quebrado câmeras de segurança e danificado celas.
A extensão dos prejuízos materiais ainda não foi detalhada oficialmente.
Após o fim da ocorrência, equipes permaneceram no núcleo para avaliar os danos e assegurar que a situação estivesse normalizada.
Familiar relata insatisfação com gestão
A Rede Amazônica teve acesso a um áudio atribuído a uma familiar de um dos internos.
Na gravação, ela afirma que os problemas teriam começado após uma mudança de comando na unidade e relata reclamações sobre a forma como alguns presos estariam sendo tratados.
A declaração representa a versão da familiar e deverá ser confrontada com os demais elementos apurados pelas autoridades.
SSP vai instaurar procedimentos
A SSP-AM informou que serão instaurados procedimentos para apurar as circunstâncias da rebelião e eventuais crimes cometidos pelos policiais militares custodiados.
As informações também deverão ser encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) e à Justiça Militar.
A investigação deverá esclarecer a participação individual de cada envolvido e a dinâmica da tomada dos reféns.
Presídio foi aberto após fuga de 23 policiais
A atual unidade começou a receber detentos há cerca de quatro meses, após a desativação do antigo núcleo prisional da PM, na Zona Norte de Manaus.
A mudança ocorreu depois da fuga de 23 internos do antigo estabelecimento.
A transferência foi realizada em maio, envolvendo Ministério Público, Polícia Militar e Secretaria de Estado de Administração Penitenciária.
Mais de 100 agentes participaram daquela operação.
Fuga anterior resultou em investigações
O episódio envolvendo a fuga dos 23 policiais gerou uma série de investigações.
Policiais foram presos sob suspeita de facilitar a saída dos internos.
O então responsável pelo antigo núcleo, major Galeno Edmilson de Souza Jales, também foi preso durante as apurações e posteriormente excluído da Polícia Militar, conforme informações citadas na reportagem.
Nova unidade havia sido criada para ampliar controle
A transferência dos policiais presos para a BR-174 foi apresentada como uma medida para reforçar o controle da custódia e reduzir problemas observados no antigo núcleo.
A unidade passou a funcionar sob acompanhamento de órgãos como Ministério Público e demais instituições do sistema de Justiça.
O motim desta semana, porém, deverá provocar uma nova avaliação sobre procedimentos internos, segurança e gestão do local.
Investigação deve esclarecer responsabilidades
Com o motim em presídio da PM encerrado, a atenção passa agora para a apuração das responsabilidades.
A SSP-AM deverá analisar os danos provocados, a tomada dos reféns, possíveis agressões ou ameaças e as reivindicações apresentadas pelos internos.
Até o momento, não há informação oficial de feridos.
Os quatro policiais mantidos como reféns foram libertados com vida e receberam atendimento.
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