Ezenilson Silva foi localizado após uma familiar encontrar uma roupa que, segundo relato, seria semelhante à usada pelo suspeito no momento do crime.
Um homem identificado como Ezenilson Silva foi preso nesta segunda-feira (17), suspeito de envolvimento na chacina no São Jorge, zona oeste de Manaus, que deixou três pessoas mortas e uma quarta vítima ferida.
Segundo informações preliminares, a prisão ocorreu após uma familiar do suspeito encontrar, em uma área de mata próxima à residência, uma roupa que seria semelhante à usada por Ezenilson no momento do ataque.
A familiar acionou a polícia após a descoberta.
O suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) segue apurando a dinâmica e a motivação do crime.
Familiar encontrou roupa e chamou a polícia
A pessoa que teria encontrado a roupa foi identificada como Beatriz Coelho, familiar de Ezenilson.
Ela também era sobrinha de Francisco das Chagas Moraes Santão, de 81 anos, e prima de Isabella Coelho Moraes, de 29, duas das vítimas mortas na residência.
Em entrevista, Beatriz relatou que familiares passaram a desconfiar do comportamento de Ezenilson após questioná-lo sobre o que havia acontecido.
Segundo o relato dela, ao ser perguntado se as vítimas haviam sido mortas, o suspeito teria apenas abaixado a cabeça e balançado em sinal de confirmação, sem responder diretamente.
Esse relato integra as informações preliminares do caso e ainda deverá ser analisado pela investigação.
Três pessoas foram encontradas mortas dentro da casa
A chacina no São Jorge ocorreu durante a manhã desta segunda-feira (17), dentro de uma residência na região da Avenida São Jorge.
Três pessoas foram encontradas mortas no imóvel.
Entre as vítimas estavam:
Francisco das Chagas Moraes Santão, de 81 anos, apontado como pastor;
Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, filha de Francisco e descrita nas informações iniciais como pessoa com deficiência;
Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Uma quarta vítima sobreviveu ao ataque.
Sobrevivente foi socorrida e passou por cirurgia
A única sobrevivente identificada nas informações iniciais é Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos.
Ela foi encontrada com vida e socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Depois, foi encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
Segundo as informações divulgadas, Dilma apresentava um ferimento na região frontal da cabeça e precisou passar por cirurgia.
Até a publicação das informações iniciais, não havia atualização sobre o estado de saúde dela.
Vítimas moravam em andares diferentes
Guilherme Pereira Lima Filho e Dilma Cilene seriam irmãos e moravam no primeiro andar da residência.
Francisco e Isabella viviam no andar superior do imóvel.
A disposição das vítimas e a sequência do ataque ainda fazem parte da investigação.
A Polícia Civil deverá utilizar depoimentos, perícia e demais elementos reunidos no local para reconstruir o que aconteceu dentro da casa.
Faca pode ter sido usada no ataque
Informações preliminares apontam que uma faca pode ter sido utilizada no crime.
Esse detalhe, porém, ainda depende de confirmação oficial da Polícia Civil e dos exames periciais.
Até o momento, a arma utilizada não foi oficialmente confirmada pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A DEHS também apura se houve a participação de outras pessoas.
Motivação ainda não foi esclarecida
A motivação da chacina no São Jorge ainda não foi divulgada.
A investigação segue em andamento para esclarecer o que teria levado ao ataque e qual foi a participação efetiva do suspeito preso.
Também não há, até o momento, confirmação oficial sobre a existência de outros envolvidos.
As autoridades devem analisar os elementos apreendidos, ouvir testemunhas e reunir dados periciais antes de concluir a dinâmica do crime.
Prisão não representa condenação
Apesar de Ezenilson Silva ter sido preso como suspeito, ele ainda não foi condenado.
A prisão tem caráter cautelar dentro da investigação e não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a autoria do crime.
A responsabilidade penal deverá ser definida ao longo do processo, com base nas provas reunidas pelas autoridades e eventual decisão judicial.
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