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segunda-feira, outubro 12, 2026

Avalanche de lama deixa 95 mortos e centenas de desaparecidos na fronteira do Nepal com o Tibete

Inundação repentina destruiu vilas, pontes e estradas nesta quarta-feira (26); autoridades investigam se terremoto e possível rompimento de lago glaciar contribuíram para o desastre.

Avalanche de lama no Nepal deixa 95 mortos

Uma avalanche de lama no Nepal, próxima à fronteira com o Tibete, deixou pelo menos 95 mortos e centenas de desaparecidos nesta quarta-feira (26).

A inundação repentina atingiu áreas montanhosas e comunidades próximas a rios, destruindo casas, pontes, estradas e outras estruturas.

Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, 384 viajantes estão desaparecidos, sendo 341 estrangeiros.

Até a última atualização, o Itamaraty ainda não havia informado se existem brasileiros entre as pessoas desaparecidas.

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Vídeos mostram vilas sendo atingidas

Imagens registradas na região mostram uma grande massa de água e lama descendo pelo vale e atingindo construções.

Vídeos divulgados por moradores, turistas e emissoras locais mostram casas cobertas pela correnteza, veículos sendo arrastados e uma ponte metálica levada pela força da água.

Algumas comunidades situadas próximas ao rio sofreram destruição extensa.

A região atingida não possui alta densidade populacional, mas funciona como importante corredor de ligação entre diferentes vilas e cidades.

Área é importante ligação entre Nepal e China

O desastre ocorreu em uma região próxima à fronteira entre o Nepal e a China, que administra o território do Tibete.

O local abriga usinas hidrelétricas e um importante posto de passagem entre os dois países.

As inundações interromperam estradas, comunicações e o fornecimento de energia em algumas áreas.

No Tibete, o condado de Gyirong também registrou impactos provocados pelo desastre.

Centenas de turistas estão desaparecidos

A região é conhecida por receber viajantes e peregrinos.

Entre os locais atingidos está Syabrubesi, ponto de partida de uma das rotas de acesso à trilha de Langtang.

A área também recebe pessoas que fazem a peregrinação hindu até Kailash Mansarovar.

Dos 384 viajantes apontados como desaparecidos pelo Conselho de Turismo do Nepal, 341 são estrangeiros.

As autoridades ainda trabalham para localizar moradores e visitantes que perderam contato após o desastre.

Helicópteros enfrentam dificuldade para chegar às áreas atingidas

O distrito de Rasuwa, com cerca de 50 mil habitantes, está entre os locais mais afetados.

As condições do terreno e a destruição causada pela enxurrada dificultam os trabalhos de resgate.

Helicópteros chegaram a enfrentar dificuldades para pousar nas regiões atingidas.

Policiais e militares foram mobilizados para auxiliar nas buscas.

Segundo o Exército do Nepal, 88 pessoas já haviam sido resgatadas até a última atualização.

Terremoto ocorreu minutos antes do desastre

As autoridades investigam as possíveis causas da avalanche de lama no Nepal.

Um terremoto de magnitude 4,4 foi registrado aproximadamente sete minutos antes do horário apontado para o início da tragédia.

Existe a suspeita de que o tremor possa ter contribuído para um deslizamento ou para a ruptura de estruturas naturais na região montanhosa.

Até o momento, porém, não há confirmação de que o terremoto tenha provocado diretamente a inundação.

Rompimento de lago glaciar também é investigado

Outra hipótese levantada é a ocorrência de uma inundação provocada pelo rompimento de um lago glaciar, fenômeno conhecido pela sigla em inglês GLOF — Glacial Lake Outburst Flood.

Esse tipo de evento ocorre quando grandes volumes de água acumulados em lagos formados pelo derretimento de geleiras são liberados repentinamente.

O Nepal é considerado vulnerável a esse fenômeno devido à presença de grandes geleiras na região do Himalaia.

Muitos desses lagos ficam em áreas elevadas do Tibete e alimentam rios que descem em direção ao território nepalês.

Região já enfrentou fenômeno semelhante

Em julho de 2025, o corredor do Rio Bhote Koshi registrou uma inundação provocada pelo rompimento confirmado de um lago glaciar.

Na ocasião, 17 pessoas ficaram desaparecidas.

Por esse histórico, especialistas avaliam a possibilidade de o desastre atual também ter relação com esse tipo de fenômeno.

A hipótese, entretanto, ainda precisa ser confirmada pelas autoridades e equipes técnicas.

Monções aumentam risco de inundações

O desastre também ocorre durante o período das monções de verão.

Entre junho e setembro, o Nepal e outras regiões do sul da Ásia costumam registrar chuvas intensas.

O terreno íngreme dos Himalaias aumenta a possibilidade de enchentes repentinas, deslizamentos e outros eventos extremos durante esse período.

A combinação entre chuvas, relevo montanhoso e áreas glaciares torna algumas regiões especialmente vulneráveis.

Destruição também atinge o lado tibetano

No condado de Gyirong, no Tibete, um deslizamento atingiu uma passagem terrestre entre Nepal e China.

Entre os desaparecidos estão oito sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica, segundo as informações divulgadas.

A agência estatal chinesa Xinhua informou que a avalanche de lama teve origem no lado nepalês e atingiu a área do porto fronteiriço.

Estradas, redes de comunicação e fornecimento de energia foram afetados.

Governo mobiliza militares e policiais

O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, informou que forças policiais e militares participam da operação de busca e salvamento.

A prioridade é localizar pessoas isoladas ou desaparecidas e alcançar comunidades que ficaram sem acesso terrestre.

O número de mortos e desaparecidos ainda pode sofrer alterações à medida que as equipes consigam chegar às áreas mais afetadas.

Itamaraty acompanha situação

Até a última atualização, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ainda não havia informado se brasileiros estavam entre os turistas desaparecidos.

Como parte significativa dos desaparecidos é formada por estrangeiros, diferentes governos acompanham as informações repassadas pelas autoridades nepalesas.

A identificação das vítimas e a localização dos viajantes podem levar tempo devido às dificuldades de comunicação e acesso.

Buscas continuam na região

A avalanche de lama no Nepal já é considerada um dos episódios mais graves registrados recentemente na região.

Com pelo menos 95 mortos e centenas de pessoas ainda desaparecidas, as equipes continuam trabalhando em uma área marcada por destruição de vilas e infraestrutura.

As autoridades ainda tentam determinar a causa exata do desastre e verificar se o terremoto, um possível rompimento de lago glaciar ou a combinação de diferentes fatores contribuíram para a inundação.

 

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