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sexta-feira, julho 10, 2026

Advogado é preso em Manaus durante investigação por suspeitas de crimes contra adolescentes

Polícia Civil do Amazonas apura denúncias de estupro de vulnerável, ameaça, constrangimento ilegal e denunciação caluniosa; Justiça autorizou prisão preventiva e medidas de investigação

Polícia prende advogado investigado no Amazonas: Um advogado foi preso preventivamente nesta quinta-feira (9), em Manaus, durante uma ação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). O investigado é alvo de um inquérito que apura suspeitas de estupro de vulnerável, ameaça, constrangimento ilegal e denunciação caluniosa.

A prisão foi determinada pela Justiça do Amazonas após pedido apresentado pelas autoridades responsáveis pela investigação. O caso segue em andamento e as acusações ainda serão analisadas no decorrer do processo judicial.

Justiça autorizou prisão preventiva e buscas

Decisão também determinou quebra de sigilo de dados e medidas protetivas

A decisão que autorizou a prisão foi assinada pela juíza plantonista Priscila Pinheiro Pereira, na quarta-feira (8). Além da prisão preventiva, a magistrada autorizou mandados de busca e apreensão no imóvel do investigado, localizado na Zona Oeste de Manaus.

Também foram determinadas medidas como a quebra de sigilo de dados telemáticos e a adoção de medidas protetivas em favor das vítimas e testemunhas.

Segundo as informações divulgadas, as ações têm como objetivo reunir elementos que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos investigados pela Polícia Civil.

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Investigação apura suspeita de oito crimes

Casos analisados teriam ocorrido em diferentes estados

De acordo com a Polícia Civil do Amazonas, a investigação reúne indícios relacionados à suposta prática de oito crimes atribuídos ao suspeito.

Entre os fatos investigados estão cinco episódios de suspeita de estupro de vulnerável que teriam ocorrido em Manaus, Brasília e São Paulo.

Além disso, a polícia também apura possíveis crimes de ameaça, constrangimento ilegal envolvendo crianças e adolescentes e denunciação caluniosa.

Decisão judicial cita possíveis riscos ao andamento das investigações

Magistrada apontou necessidade de preservar vítimas e coleta de provas

Na decisão que autorizou a prisão, a Justiça avaliou que havia necessidade da medida diante de possíveis riscos à ordem pública e à continuidade das investigações.

O documento citado na reportagem menciona que os relatos apresentados pelas vítimas possuem detalhes e contextualização considerados relevantes durante a análise inicial do caso.

A decisão também aponta suspeitas de possíveis tentativas de interferência no andamento da investigação, incluindo ações que poderiam dificultar denúncias e a coleta de informações.

Polícia poderá analisar equipamentos eletrônicos apreendidos

Medida busca identificar provas digitais e possíveis novas informações

Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram autorizadas buscas para apreensão de equipamentos eletrônicos e documentos que possam contribuir para a investigação.

Entre os materiais que podem ser analisados estão celulares, computadores, tablets, dispositivos de armazenamento e outros equipamentos digitais.

A Justiça também autorizou a análise de dados vinculados a aplicativos de mensagens, redes sociais e outros serviços digitais, com o objetivo de localizar possíveis provas e informações relacionadas ao caso.

Vítimas e testemunhas receberam medidas de proteção

Justiça proibiu aproximação e contato com pessoas envolvidas

Além das medidas de investigação, a Justiça determinou restrições para proteger vítimas e testemunhas durante o andamento do processo.

Entre as determinações estão a proibição de contato e aproximação do investigado com as pessoas protegidas pelas medidas judiciais.

Defesa ainda não se manifestou

Caso continua sob investigação da Polícia Civil

Segundo informações divulgadas, o g1 informou que tenta contato com a defesa do advogado. A reportagem também informou que solicitou posicionamento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mas não havia recebido retorno até a última atualização.

A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas, enquanto a Justiça acompanha o andamento do processo.

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