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sexta-feira, julho 3, 2026

PF deflagra 5ª fase da Operação Unha e Carne contra lavagem de dinheiro no RJ

Ação autorizada pelo STF cumpre mandados de prisão e busca, além de bloquear até R$ 22 milhões. Investigação apura esquema de lavagem de dinheiro com possíveis ligações entre agentes públicos e o crime organizado.

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A 5ª fase da Operação Unha e Carne foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (2), no Rio de Janeiro, para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado e a possíveis conexões com agentes públicos.

A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e prevê o cumprimento de três mandados de prisão preventiva, 14 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores que podem chegar a R$ 22 milhões. As diligências ocorrem na capital fluminense e em São João de Meriti.

Operação Unha e Carne amplia investigação

Segundo a Polícia Federal, a Operação Unha e Carne entrou em uma nova etapa após a análise de documentos e materiais apreendidos nas fases anteriores da investigação.

Os investigadores afirmam que o material revelou indícios da existência de uma estrutura financeira utilizada para ocultar recursos de origem ilícita, além de registros que apontariam pagamentos indevidos e movimentações financeiras suspeitas.

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Entre os alvos da operação estão o pastor Márcio Poncio, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, apontado pela PF como integrante da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estava preso.

Investigação começou em 2025

A investigação teve início em dezembro de 2025. Inicialmente, o foco era apurar um suposto vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.

Entretanto, com o avanço das diligências, a Polícia Federal identificou novos elementos que ampliaram o escopo da investigação. Agora, os investigadores também apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro, conexões entre integrantes de organizações criminosas e agentes públicos, além de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados.

STF determinou bloqueio de bens

Além das prisões e buscas, o Supremo Tribunal Federal determinou o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões. Segundo a Polícia Federal, a medida busca impedir a ocultação ou a dissipação de patrimônio que possa estar relacionado às investigações.

Os investigados poderão responder, conforme o andamento do inquérito e a eventual comprovação dos fatos, por crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal informou que a operação faz parte das ações de combate às organizações criminosas e ao fluxo financeiro utilizado para ocultar recursos obtidos de forma ilícita. As investigações continuam e novas diligências não estão descartadas.

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