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terça-feira, setembro 22, 2026

Homem é condenado a 26 anos por matar jovem grávida em Manaus

Júri reconheceu feminicídio, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver; vítima tinha 19 anos e estava grávida de aproximadamente três meses.

Um homem foi condenado a 26 anos e seis meses de prisão pela morte de Kariny Sevalho Lima, de 19 anos, ocorrida em maio de 2022, no bairro Lago Azul, zona Norte de Manaus. A jovem estava grávida de aproximadamente três meses e mantinha um relacionamento com o réu, Victor de Souza Rocha.

O julgamento foi realizado na quinta-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis, e terminou por volta das 23h. A condenação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Segundo a denúncia do Ministério Público do Amazonas, Kariny foi até a residência de Victor em 25 de maio de 2022 para conversar sobre a gravidez. A acusação sustentou que o réu não aceitava a gestação e pressionava a jovem para realizar um aborto.

Jovem desapareceu após ir à casa do namorado

De acordo com os autos, Kariny havia contado sobre a gravidez ao pai e à madrasta naquele mesmo dia e recebeu apoio para levar a gestação adiante.

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Por volta das 19h, ela foi até a residência do namorado para informar sua decisão.

Como a jovem demorou a retornar, familiares tentaram contato por telefone e mensagens. O aparelho foi desligado pouco depois de ela chegar ao local.

O irmão da vítima então procurou Victor, que afirmou que Kariny já havia ido embora.

Testemunhas, porém, relataram que a jovem havia seguido com ele até uma área de mata próxima à residência e que apenas Victor retornou ao local.

Corpo foi encontrado em área de mata

No dia seguinte, o corpo de Kariny foi localizado por uma equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros.

Segundo os autos, a vítima apresentava sinais de violência, com diversas lesões no crânio, face e membros superiores.

A acusação sustentou que o crime foi cometido com motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O Ministério Público também atribuiu ao réu os crimes de aborto provocado por terceiro, ocultação de cadáver e injúria racial.

Júri reconheceu feminicídio e outros crimes

Durante o julgamento, os jurados reconheceram as quatro qualificadoras do homicídio: motivo torpe, meio cruel, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio.

Também foram reconhecidos os crimes de aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.

A acusação de injúria racial, no entanto, não foi acolhida pelo Conselho de Sentença.

Na sentença, a qualificadora do feminicídio foi utilizada na definição da pena, enquanto as demais qualificadoras foram consideradas como agravantes na dosimetria.

Réu negou autoria

Preso desde 2023, Victor participou do julgamento e respondeu apenas às perguntas da defesa e dos jurados.

Ele negou ter cometido o crime.

A defesa pediu absolvição por falta de provas de autoria e também contestou os crimes conexos apresentados pelo Ministério Público.

Com a condenação, a juíza Danielle Monteiro Fernandes Augusto manteve a prisão do réu para início imediato do cumprimento da pena.

Ele não poderá recorrer em liberdade.

Leia também: Manaus tem sequência de acidentes com motos e carros em uma semana; ao menos quatro motociclistas morreram

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