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quarta-feira, setembro 9, 2026

Fumaça volta a cobrir Manaus e pode ter origem em queimadas de outras regiões

Pesquisadores da UEA apontam que partículas produzidas por incêndios no Sul do Amazonas, Rondônia e Mato Grosso estão sendo transportadas pelos ventos até a capital.

A fumaça em Manaus voltou a chamar atenção nesta quarta-feira (9), deixando o céu da capital encoberto e elevando a preocupação com a qualidade do ar. Segundo pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), parte das partículas que chegam à cidade pode ter sido produzida por queimadas localizadas a centenas de quilômetros de distância.

As análises indicam que a fumaça é transportada pelas correntes de vento a partir do Sul do Amazonas, Sul de Rondônia e Norte de Mato Grosso, alcançando a Região Metropolitana de Manaus.

O fenômeno ocorre em pleno período de estiagem, quando a vegetação mais seca e as temperaturas elevadas favorecem a ocorrência e a propagação de incêndios.

Sensores apontam piora na qualidade do ar

Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), mantido pela UEA, mostram aumento na concentração de partículas finas em diferentes pontos da região.

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Em Manaus, sensores registraram durante a manhã concentrações de material particulado fino MP2,5 acima de 100 microgramas por metro cúbico em algumas estações.

Essas partículas possuem tamanho reduzido e podem permanecer suspensas na atmosfera por longos períodos, além de serem transportadas por grandes distâncias conforme as condições do vento.

Municípios próximos também apresentaram alterações. Iranduba e Manaquiri tiveram classificação de qualidade do ar considerada muito ruim, enquanto Itacoatiara registrou condição moderada, conforme os dados citados.

Incêndios são registrados no interior do Amazonas

Enquanto a fumaça alcança Manaus, novas ocorrências de incêndios também vêm sendo registradas no interior.

Em Maués, o fogo atingiu uma área próxima ao lixão e avançou sobre vegetação. Em Barreirinha, também foram registrados incêndios em áreas vegetadas.

A combinação entre estiagem, altas temperaturas e material vegetal seco cria condições favoráveis para a propagação das chamas.

Amazonas ultrapassa mil focos de calor em setembro

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), citados no levantamento, apontam 1.167 focos de calor no Amazonas entre os dias 1º e 7 de setembro.

O cenário pode se tornar mais perceptível em Manaus quando os ventos estão fracos, dificultando a dispersão dos poluentes e permitindo que a fumaça permaneça concentrada próxima à superfície.

A previsão para esta quarta-feira indicava temperaturas que poderiam chegar a 36°C na capital.

Exposição deve ser reduzida em períodos de fumaça intensa

Durante episódios de piora na qualidade do ar, a recomendação é reduzir a exposição prolongada em ambientes externos, principalmente quando a fumaça estiver mais densa.

A atenção deve ser maior para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias, que podem apresentar maior sensibilidade à presença de partículas finas no ar.

Sintomas como irritação nos olhos, tosse, desconforto para respirar ou piora de condições respiratórias preexistentes merecem atenção.

Leia também: Gustavo Mioto e Natanzinho Lima encerram shows nacionais do Sou Manaus 2026

 

 

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