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terça-feira, agosto 25, 2026

Terremoto de magnitude 7,1 atinge o sul do Japão

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), provocando desabamentos, incêndios e danos à infraestrutura da região.

O tremor ocorreu próximo à cidade de Kumamoto, na ilha de Kyushu. Segundo autoridades japonesas, a extensão dos danos e o número total de vítimas ainda estão sendo avaliados.

Um dos casos mais graves ocorreu em um shopping center da rede Aeon. Parte do prédio desabou após uma forte explosão registrada cerca de uma hora depois do terremoto.

Funcionários estão desaparecidos após explosão em shopping

Entre 20 e 30 funcionários do shopping ainda não haviam sido localizados, conforme informações divulgadas pela emissora pública japonesa NHK e repercutidas pela Reuters.

Antes da explosão, aproximadamente 200 clientes e trabalhadores teriam sido retirados do prédio. No entanto, parte dos funcionários ainda permanecia no local quando as paredes foram destruídas.

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Imagens divulgadas pela imprensa japonesa mostram uma das laterais do shopping completamente aberta, com estruturas metálicas expostas e grande quantidade de escombros espalhada pelo estacionamento.

Equipes de resgate foram enviadas ao local. Contudo, o risco de novos tremores dificulta a entrada dos agentes nas áreas mais instáveis.

Possível vazamento de gás é investigado

A causa da explosão ainda não foi confirmada.

Autoridades investigam a possibilidade de um vazamento de gás após o terremoto. Testemunhas relataram ter sentido cheiro de gás antes da explosão, que lançou uma grande nuvem de fumaça e poeira sobre a região.

O shopping possuía cerca de 200 lojas e havia passado recentemente por uma ampla reforma. O empreendimento reabriu em junho de 2026, dez anos depois de também ter sido atingido pelo forte terremoto de Kumamoto de 2016.

Feridos são levados para hospitais

Hospitais da região receberam dezenas de pessoas feridas após o terremoto.

Segundo informações preliminares, duas unidades de saúde atenderam mais de 50 pessoas cada uma. Alguns pacientes apresentavam ferimentos graves.

Além do shopping, equipes de emergência investigam desaparecimentos em uma fábrica de papel, onde uma chaminé desabou. Também houve relatos de pessoas presas em edifícios danificados e de uma morte após o colapso de uma construção próxima ao epicentro.

Os números permanecem sujeitos a alterações conforme as buscas avançam.

Cerca de 300 mil pessoas recebem ordem de retirada

As autoridades japonesas orientaram aproximadamente 300 mil moradores a procurar centros de retirada.

Centenas de integrantes das Forças de Autodefesa do Japão foram mobilizados para apoiar as operações de busca, resgate e atendimento às comunidades atingidas.

A primeira-ministra Sanae Takaichi pediu que os moradores deixassem áreas consideradas perigosas e procurassem locais seguros. Ela confirmou a ocorrência de feridos, incêndios, cortes de energia e danos a estradas, pontes e edifícios.

As autoridades também emitiram alertas de emergência para diferentes províncias da ilha de Kyushu.

Alerta de tsunami foi cancelado

A Agência Meteorológica do Japão emitiu inicialmente um alerta para ondas de até um metro após o terremoto.

O aviso foi cancelado posteriormente. Até o momento, não há informações sobre grandes danos provocados por ondas na costa.

Por outro lado, a agência alertou para a possibilidade de novos terremotos fortes durante aproximadamente uma semana. Também existe risco de deslizamentos em áreas onde o solo ficou instável.

Cerca de 100 tremores menores já haviam sido registrados após o abalo principal.

 

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Trem interrompeu trens, voos e fornecimento de energia

O terremoto provocou impactos importantes nos serviços de transporte e comunicação.

A empresa JR Kyushu suspendeu as operações ferroviárias na região, inclusive os serviços dos trens-bala. Passageiros que estavam a bordo de algumas composições sofreram ferimentos.

O aeroporto de Kumamoto também fechou a pista. Companhias aéreas cancelaram ou desviaram voos enquanto as equipes avaliavam possíveis danos.

Além disso, cerca de 48 mil imóveis ficaram sem energia elétrica. Operadoras de telefonia registraram falhas nos serviços móveis devido à falta de eletricidade e a problemas nas linhas de transmissão.

Fábricas suspendem atividades por segurança

Grandes empresas instaladas na região retiraram funcionários de suas unidades após o terremoto.

A fabricante de semicondutores TSMC evacuou trabalhadores de sua fábrica em Kumamoto e informou posteriormente que o local não sofreu danos relevantes. As atividades começaram a ser retomadas gradualmente.

Sony, Fujifilm e outras companhias também retiraram funcionários de suas unidades. Já a Tokyo Electron e a Honda suspenderam temporariamente as operações em fábricas da região.

As autoridades nucleares japonesas informaram que não foram detectadas irregularidades nas usinas nucleares próximas à área atingida.

Região sofreu terremoto devastador em 2016

Kumamoto já havia sido atingida por um terremoto de grande intensidade em abril de 2016.

Na época, uma sequência de tremores matou 275 pessoas, feriu mais de 2,7 mil e destruiu milhares de construções.

O terremoto desta terça-feira também provocou novos danos em partes do Castelo de Kumamoto, um dos principais pontos turísticos da região.

O Japão está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, área com intensa atividade sísmica e vulcânica. O país concentra aproximadamente 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados no mundo.

Leia também: Incêndio atinge imóvel com várias famílias em Parintins e deixa uma pessoa hospitalizada por inalação de fumaça

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