Agremiações aguardam liberação de R$ 8 milhões prometidos pelo Governo Federal às vésperas do início das apresentações no Bumbódromo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A um dia do início do Festival de Parintins 2026, os bois Caprichoso e Garantido vivem um clima de apreensão por causa da falta de repasse de recursos federais prometidos para a realização do evento. O valor aguardado pelas agremiações soma R$ 8 milhões, sendo R$ 4 milhões para cada boi-bumbá.
Segundo informações ligadas aos bastidores do festival, o recurso havia sido anunciado pelo Governo Federal e articulado pela bancada federal do Amazonas. No entanto, até esta quinta-feira (25), o dinheiro ainda não havia sido creditado nas contas das associações.
Repasse federal para Caprichoso e Garantido ainda é aguardado
A demora preocupa as diretorias dos bois porque ocorre justamente na reta final dos preparativos. Nesse período, as agremiações precisam quitar despesas com artistas, trabalhadores dos galpões, fornecedores, logística, alegorias, estruturas e serviços essenciais para as apresentações.
Além disso, o atraso pode ampliar dívidas já assumidas pelas associações para garantir a entrega do espetáculo dentro do calendário oficial.
O Festival de Parintins começa nesta semana e movimenta toda a cadeia cultural, turística e econômica da Ilha Tupinambarana.
Governo do Amazonas já repassou R$ 10 milhões aos bois
Enquanto aguardam os recursos federais, Caprichoso e Garantido já receberam apoio financeiro do Governo do Amazonas.
Ao todo, o Estado repassou R$ 10 milhões para as agremiações, sendo R$ 5 milhões para cada boi.
Além desse valor, os bois também contam com patrocínios privados para executar a programação e finalizar as estruturas que serão apresentadas nas três noites de disputa.
Mesmo assim, dirigentes e trabalhadores avaliam que o repasse federal é considerado importante para equilibrar os custos finais do festival.
Atraso gera preocupação com trabalhadores e fornecedores
Nos bastidores, a principal preocupação está relacionada ao pagamento de trabalhadores que atuam diretamente nos galpões.
Esses profissionais participam da construção das alegorias, confecção de figurinos, montagem de estruturas, transporte de módulos e demais etapas que tornam possível a apresentação dos bois no Bumbódromo.
Além disso, fornecedores locais também dependem do pagamento das agremiações para manter compromissos assumidos durante a temporada.
Por isso, a demora no repasse pode gerar impactos além das associações folclóricas, atingindo parte da economia criativa de Parintins.
Festival de Parintins movimenta economia e turismo no Amazonas
O Festival de Parintins é considerado uma das maiores manifestações culturais do Brasil.
Todos os anos, o evento atrai milhares de turistas, gera empregos diretos e indiretos, movimenta hotéis, restaurantes, transporte, comércio, artesanato e serviços.
Além disso, o espetáculo projeta a cultura amazonense nacional e internacionalmente, fortalecendo a imagem do Amazonas como destino turístico e cultural.
Diante desse impacto, representantes do setor cultural defendem que o apoio financeiro ao festival deve ser tratado como investimento público em cultura, turismo e economia criativa.
Bancada federal é cobrada por solução
A falta de liberação do recurso também aumenta a pressão sobre representantes do Amazonas em Brasília.
Como o repasse foi anunciado publicamente e associado à articulação política da bancada federal, a expectativa das agremiações é que haja uma resposta rápida sobre o motivo do atraso e uma previsão concreta para o pagamento.
Até o momento, os bois seguem aguardando a regularização do repasse.
Bois chegam à reta final sob pressão financeira
Mesmo com a apreensão, Caprichoso e Garantido mantêm os preparativos para as apresentações oficiais.
A expectativa é que as agremiações consigam honrar seus compromissos e entregar ao público o espetáculo planejado ao longo do ano.
No entanto, a falta dos recursos federais às vésperas do festival acende um alerta sobre o financiamento da festa e os riscos financeiros assumidos pelas associações.
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