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sábado, agosto 29, 2026

Operação Visão Noturna prende suspeitos de monitorar ações policiais no Amazonas

Segundo a Polícia Civil, grupo usava aplicativo para acompanhar movimentação de lanchas policiais e repassar informações a traficantes; dez mandados de prisão preventiva foram expedidos.

Operação Visão Noturna mira célula ligada ao tráfico

A Operação Visão Noturna foi deflagrada nesta quinta-feira (27) pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) contra suspeitos de integrar uma célula criminosa responsável por monitorar ações das forças de segurança no Amazonas.

Segundo a investigação, o grupo acompanhava movimentações das polícias Civil e Militar e repassava informações a traficantes.

Ao todo, foram expedidos 10 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão.

Pelo menos dez suspeitos já haviam sido presos até a atualização da reportagem.

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Grupo teria monitorado lanchas policiais

De acordo com a Polícia Civil, os investigados permaneciam na região do furo do Paracuúba e monitoravam a circulação de lanchas utilizadas pelas forças de segurança.

As informações eram compartilhadas por meio de um aplicativo de mensagens ou comunicação, segundo a apuração.

A célula teria funcionado como uma estrutura de alerta para integrantes da organização criminosa envolvidos no tráfico de drogas.

Dados permitiam mudança de rotas

A investigação aponta que as informações repassadas pelo grupo permitiam que traficantes se antecipassem às operações policiais.

Com isso, eles poderiam modificar rotas e estratégias para evitar abordagens.

Segundo a polícia, a comunicação também era usada para alterar o trajeto de cargas de drogas que circulavam pelo Amazonas.

A atuação teria dificultado ações de fiscalização e repressão ao tráfico.

Investigação começou após apreensão de quatro toneladas de drogas

A Operação Visão Noturna surgiu a partir de uma grande apreensão realizada em fevereiro deste ano nas proximidades de Iranduba.

Na ocasião, cerca de quatro toneladas de entorpecentes foram apreendidas.

A partir desse caso, os investigadores avançaram na análise das conexões da organização criminosa e identificaram pessoas que supostamente atuavam no monitoramento das forças policiais.

Polícia identificou estrutura de apoio à organização criminosa

Segundo o DRCO, a apuração permitiu compreender como a célula funcionava e de que maneira auxiliava a organização criminosa.

O grupo não estaria diretamente limitado ao transporte de drogas.

A função atribuída aos investigados seria fornecer informações estratégicas para que outros integrantes evitassem operações e abordagens.

Esse monitoramento teria criado uma rede de apoio à logística do tráfico no estado.

Prisões foram determinadas pela Justiça

Os mandados cumpridos nesta quinta-feira são de prisão preventiva, além das ordens de busca e apreensão.

Os presos foram levados para a sede do Departamento de Repressão ao Crime Organizado.

Eles permanecem à disposição da Justiça.

As prisões têm natureza cautelar e não representam condenação definitiva.

Polícia busca outros possíveis envolvidos

A Polícia Civil informou que as investigações não foram encerradas com a operação.

O objetivo agora é identificar outros possíveis integrantes da estrutura e aprofundar a apuração sobre o funcionamento da organização criminosa.

Os investigadores também tentam esclarecer a extensão da atuação do grupo no transporte e na distribuição de drogas no Amazonas.

Monitoramento teria frustrado operações policiais

Segundo a apuração, o sistema de comunicação permitia que traficantes recebessem avisos sobre movimentações de equipes policiais.

Isso teria possibilitado mudanças rápidas de rota e alterações de estratégia.

A investigação sustenta que essa estrutura ajudava a dificultar a apreensão de drogas e a identificação de integrantes da organização.

Apreensões serão analisadas

Os materiais recolhidos durante os 12 mandados de busca e apreensão deverão ser analisados pelo DRCO.

Esses elementos poderão ajudar a identificar novas conexões e confirmar a participação individual de cada investigado.

A polícia não divulgou, até a publicação da reportagem, detalhes sobre eventuais objetos ou equipamentos apreendidos nesta fase da operação.

Caso continua sob investigação

A Operação Visão Noturna segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas pela Polícia Civil.

A apuração deverá buscar esclarecer quem coordenava o monitoramento, como as informações eram repassadas e quais operações policiais teriam sido afetadas pela atuação da célula.

A responsabilidade criminal de cada investigado será definida no decorrer do processo judicial.

 

Leia também: Professor é esfaqueado por aluno de 15 anos em centro de reforço escolar de Manaus

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