Pais do bebê foram presos em flagrante por suspeita de homicídio qualificado em Duque de Caxias. Polícia investiga versões divergentes apresentadas pelo casal.
A morte de um recém-nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi descoberta depois que uma médica percebeu sinais de que uma mulher atendida em uma unidade de saúde havia acabado de dar à luz, embora não estivesse acompanhada do bebê.
O caso ocorreu no bairro Jardim Primavera. Segundo as investigações, a mulher passou mal horas após realizar o parto em casa e foi levada ao atendimento médico por familiares, que afirmaram desconhecer a gravidez.
Durante a avaliação, a profissional de saúde identificou sinais compatíveis com um parto recente e questionou a paciente sobre o paradeiro da criança. A partir disso, familiares retornaram à residência e encontraram o recém-nascido. O bebê foi levado à unidade de saúde, mas já estava morto.
Pais foram presos em flagrante
A Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas após a confirmação da morte.
O pai e a mãe da criança foram presos em flagrante e autuados por suspeita de homicídio qualificado. O caso é investigado pela 60ª Delegacia de Polícia, em Campos Elíseos.
As autoridades não divulgaram os nomes dos investigados. Como o inquérito ainda está em andamento, a responsabilidade de cada envolvido dependerá da conclusão das investigações e da análise da Justiça.
Polícia afirma que bebê nasceu com vida
De acordo com a apuração inicial, o parto ocorreu durante a madrugada na residência da família, na localidade conhecida como Vai Quem Quer.
Os investigadores apontam que o bebê nasceu com vida e morreu pouco tempo depois. O corpo teria sido colocado em um saco plástico e deixado em um dos cômodos ou na área externa da casa.
As circunstâncias exatas da morte ainda dependem de laudos periciais e da análise dos depoimentos.
Casal apresentou versões diferentes
Os depoimentos prestados pelos pais apresentam divergências sobre a dinâmica do caso e sobre quem teria causado diretamente a morte da criança.
Segundo a versão atribuída ao pai, a mãe teria asfixiado o recém-nascido logo após o parto. Ele afirmou que teria participado apenas da ocultação do corpo.
Já a mulher declarou que não pretendia criar o bebê, mas atribuiu ao companheiro a responsabilidade direta pela morte. Ela também afirmou que havia considerado entregar a criança ou deixá-la sob os cuidados do pai.
As declarações fazem parte dos depoimentos e ainda precisam ser confrontadas com os resultados da perícia, as demais provas reunidas e eventuais testemunhos.
Família não sabia da gravidez
Conforme os relatos reunidos pela polícia, a mulher teria escondido a gestação dos parentes.
Ela contou que sentiu dores após sofrer uma queda quando corria para pegar um ônibus. Os sintomas teriam aumentado ao longo dos dias até que ela percebeu que estava em trabalho de parto.
O nascimento ocorreu na varanda da residência, antes de a mulher ser levada ao atendimento médico. Horas depois, o quadro clínico chamou a atenção da médica, que percebeu que a paciente havia passado recentemente por um parto.
Investigação busca esclarecer participação de cada um
A 60ª DP apura como ocorreu a morte, qual foi a atuação de cada investigado e de que forma o corpo foi ocultado.
A perícia deverá ajudar a determinar a causa do óbito e verificar se as declarações dos envolvidos são compatíveis com os vestígios encontrados.
A Polícia Civil também deverá analisar mensagens, registros telefônicos e outros elementos que possam esclarecer o que aconteceu antes, durante e depois do nascimento.
Até o momento, não foram divulgadas manifestações das defesas do casal. Os dois permanecem à disposição da Justiça.
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