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sábado, outubro 10, 2026

Juros para famílias sobem a 61,7% ao ano e inadimplência chega a 6% em agosto

Dados do Banco Central mostram aumento do endividamento e do comprometimento da renda das famílias brasileiras.

Os juros cobrados no crédito livre para pessoas físicas chegaram a 61,7% ao ano em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central. A taxa subiu 1,4 ponto percentual em relação a julho e ficou 2,9 pontos acima do registrado no mesmo mês de 2025.

O avanço foi influenciado, principalmente, pelas operações de cartão de crédito rotativo e cartão parcelado. Mesmo com o encarecimento do crédito, o saldo das operações livres destinadas às famílias continuou crescendo e alcançou R$ 2,6 trilhões.

Inadimplência das famílias chega a 6%

A inadimplência das famílias atingiu 6% em agosto, alta de 0,2 ponto percentual na comparação com julho e de 1,1 ponto em 12 meses.

No conjunto de pessoas físicas e empresas, a taxa de inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a 5%, com elevação de 0,1 ponto percentual no mês.

Entre as empresas, o índice permaneceu estável em 3,3%. Já a taxa média de juros das operações de crédito livre para pessoas jurídicas recuou para 24,2% ao ano.

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Endividamento avança em julho

O endividamento das famílias alcançou 49,9% da renda anual em julho, aumento de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior e de 1,1 ponto em 12 meses.

Já o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas ficou em 28,7%. O indicador permaneceu estável na comparação mensal, mas avançou 1,4 ponto percentual em relação a julho de 2025.

O Banco Central define o comprometimento de renda como a relação entre os pagamentos esperados do serviço da dívida e a renda mensal das famílias, calculada por média móvel trimestral. dadosabertos.bcb.gov.br

Crédito às famílias soma R$ 4,7 trilhões

Considerando todas as modalidades, o saldo de crédito para pessoas físicas chegou a R$ 4,7 trilhões em agosto, crescimento de 0,8% no mês. O resultado foi impulsionado por financiamento de veículos, crédito consignado para trabalhadores do setor privado e cartão de crédito rotativo.

O estoque total de crédito do Sistema Financeiro Nacional alcançou R$ 7,4 trilhões, alta de 0,5% em agosto e de 9,2% em 12 meses.

Os números indicam que, apesar da expansão do crédito, as famílias enfrentam um cenário de juros elevados e aumento dos atrasos no pagamento das dívidas.

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