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terça-feira, agosto 25, 2026

Eduardo Razuk é preso em operação contra lavagem de dinheiro e rifas ilegais

Influenciador foi alvo da Operação Rodas da Sorte, da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul; Justiça determinou bloqueio de cerca de R$ 500 milhões e apreensão de veículos de luxo.

Eduardo Razuk é preso em operação da Polícia Civil

O influenciador Eduardo Razuk foi preso nesta terça-feira (18), em Campo Grande, durante a Operação Rodas da Sorte, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.

A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, exploração ilegal de loteria e associação criminosa por meio de rifas promovidas nas redes sociais.

Segundo a Polícia Civil, quatro pessoas foram presas ao todo.

Além de Eduardo, também foi preso o irmão dele, Rafael Rezende da Silva, de 36 anos.

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Outros dois suspeitos foram detidos em João Pessoa, na Paraíba, e no Rio de Janeiro.

Operação Rodas da Sorte cumpriu mandados em três estados

Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 mandados de busca domiciliar.

As diligências ocorreram em:

  • Campo Grande, em Mato Grosso do Sul;
  • João Pessoa, na Paraíba;
  • Rio de Janeiro.

A operação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio de outras unidades especializadas da Polícia Civil.

As polícias civis do Rio de Janeiro e da Paraíba também participaram da ação.

Investigação mira rifas de veículos de luxo

Eduardo Razuk é investigado por promover rifas de veículos de luxo nas redes sociais.

Segundo a apuração, os sorteios teriam sido realizados de forma irregular ao longo de pelo menos sete anos.

A polícia investiga se os valores arrecadados por meio dessas rifas teriam sido utilizados em um esquema de lavagem de dinheiro.

Ainda de acordo com os investigadores, empresas localizadas no Rio de Janeiro e na Paraíba teriam participação na movimentação desses recursos.

As suspeitas ainda estão em fase de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

Justiça bloqueia cerca de R$ 500 milhões

A Operação Rodas da Sorte também atingiu o patrimônio dos investigados.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 500 milhões em contas bancárias.

Também foram adotadas medidas de sequestro sobre:

22 veículos de alto padrão;

dois relógios de luxo;

cinco imóveis.

Segundo a Polícia Civil, as medidas buscam impedir a movimentação de bens e valores possivelmente relacionados aos crimes investigados.

Veículos de luxo foram apreendidos

Durante a operação, 22 veículos de alto padrão foram apreendidos pelas equipes policiais.

As autoridades investigam se parte desse patrimônio teria sido adquirida ou utilizada dentro da estrutura financeira relacionada às rifas.

A análise patrimonial será utilizada para tentar identificar a origem dos recursos e a relação entre as empresas e pessoas investigadas.

Polícia investiga ligação com empresas no Rio e na Paraíba

A apuração também alcança empresas que, segundo a Polícia Civil, teriam participação na realização dos sorteios e na movimentação financeira.

Uma das empresas investigadas no Rio de Janeiro seria responsável por operacionalizar sorteios para influenciadores digitais.

A polícia apura ainda se essa estrutura teria sido utilizada por outros investigados em casos relacionados à lavagem de dinheiro.

Até o momento, as autoridades não divulgaram uma conclusão definitiva sobre a participação de cada empresa.

Influenciador tem quase 1 milhão de inscritos

Eduardo Razuk possui forte presença nas redes sociais e acumula quase 1 milhão de inscritos no YouTube.

A popularidade nas plataformas digitais é um dos elementos centrais da investigação, já que as rifas eram divulgadas ao público por meio das redes.

Os investigadores analisam como funcionava a promoção dos sorteios, a arrecadação dos valores e a distribuição dos prêmios.

Defesa diz que sorteios são legais

A defesa de Eduardo Razuk contestou as suspeitas.

Em nota, o advogado Tiago Bunning afirmou que ainda não teve acesso integral à investigação e à decisão judicial.

Mesmo assim, antecipou que os sorteios realizados pelo influenciador seriam legais.

Segundo a defesa, a atividade respeitaria as regras específicas do setor e não haveria irregularidades.

O advogado informou ainda que novos esclarecimentos deverão ser apresentados após o acesso ao procedimento.

Presos seguem à disposição da Justiça

Os quatro investigados presos na operação permanecem à disposição da Justiça.

A prisão preventiva tem caráter cautelar e não representa condenação.

A investigação deve prosseguir com análise de documentos, movimentações bancárias, dados eletrônicos e materiais apreendidos durante as buscas.

A partir desses elementos, a Polícia Civil deverá aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos e a eventual participação de cada investigado.

 

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