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terça-feira, agosto 25, 2026

Amazonas concentra maior número de Terras Indígenas sob pressão de desmatamento, aponta relatório do Imazon

Levantamento referente ao segundo trimestre de 2026 destaca quatro Terras Indígenas do Amazonas entre as dez mais pressionadas da Amazônia Legal e aponta a Flona do Iquiri entre as unidades de conservação mais ameaçadas.

Terras Indígenas do AM entram em alerta por desmatamento: O Amazonas reúne o maior número de Terras Indígenas sob pressão de desmatamento na Amazônia Legal, conforme o relatório “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas”, divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Os dados analisam o cenário do segundo trimestre de 2026 e indicam que quatro Terras Indígenas localizadas no estado figuram entre as dez mais pressionadas pelo avanço do desmatamento.

Além da presença da Terra Indígena Yanomami, compartilhada entre Amazonas e Roraima, o levantamento também inclui as Terras Indígenas Pirahã, Rio Biá e Coatá-Laranjal entre as áreas com maior número de alertas de desmatamento registrados dentro de seus limites.

O estudo também chama atenção para a situação das unidades de conservação no estado, destacando a Floresta Nacional (Flona) do Iquiri como a segunda área protegida mais ameaçada pelo avanço do desmatamento em seu entorno em toda a Amazônia Legal.

Relatório aponta quatro Terras Indígenas do Amazonas entre as mais pressionadas

Segundo o Imazon, as áreas classificadas como “sob pressão” são aquelas que registram alertas de desmatamento dentro de seus próprios limites territoriais.

No ranking divulgado pelo instituto, a Terra Indígena Yanomami aparece na primeira colocação entre as áreas mais pressionadas. Também figuram na lista a Terra Indígena Pirahã, em sexto lugar, a Terra Indígena Rio Biá, na sétima posição, e a Terra Indígena Coatá-Laranjal, em nono lugar.

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Os dados reforçam o cenário de atenção para os territórios indígenas do Amazonas, que concentram o maior número de áreas presentes entre as dez primeiras posições do levantamento.

Estudo diferencia pressão e ameaça de desmatamento

O relatório adota critérios distintos para classificar as áreas monitoradas.

As regiões consideradas sob pressão são aquelas onde os alertas de desmatamento ocorrem dentro da área protegida. Já as áreas classificadas como sob ameaça correspondem aos territórios que apresentam registros de desmatamento em seu entorno, em um raio de até dez quilômetros, indicando risco de avanço da degradação ambiental.

Flona do Iquiri aparece entre as unidades de conservação mais ameaçadas

Além das Terras Indígenas, o levantamento identifica a Floresta Nacional do Iquiri, localizada no sul do Amazonas, como a segunda unidade de conservação mais ameaçada da Amazônia Legal durante o período analisado.

O Parque Nacional Mapinguari, situado entre os estados do Amazonas e Rondônia, também integra o ranking e ocupa a quinta posição entre as áreas protegidas mais ameaçadas pelo avanço do desmatamento em seu entorno.

Outras Terras Indígenas do Amazonas também aparecem em lista de ameaça

O relatório do Imazon aponta ainda quatro Terras Indígenas do Amazonas entre aquelas classificadas como sob ameaça externa.

Entre elas estão a TI Caititu, a TI Jacareúba/Katawixi, a TI Peneri/Tacaquiri e a TI Água Preta/Inari, todas incluídas no ranking de áreas que apresentam alertas de desmatamento nas regiões vizinhas aos seus limites territoriais.

Pesquisadores defendem fortalecimento da fiscalização ambiental

A pesquisadora Bianca Santos, do Imazon, destaca que a recorrência de alertas em Terras Indígenas representa riscos que vão além da perda de cobertura florestal, afetando também os modos de vida das comunidades tradicionais que habitam esses territórios.

Já o pesquisador Carlos Souza Jr. avalia que a permanência de áreas protegidas sob pressão reforça a necessidade de ampliar as ações de monitoramento e intensificar a fiscalização ambiental para reduzir os impactos do desmatamento sobre a floresta.

Levantamento monitora áreas protegidas da Amazônia Legal

O relatório elaborado pelo Imazon acompanha periodicamente os alertas de desmatamento registrados em Terras Indígenas e Unidades de Conservação da Amazônia Legal.

Os dados são utilizados para identificar áreas com maior vulnerabilidade ambiental e subsidiar análises sobre a conservação da floresta, contribuindo para o acompanhamento das regiões que demandam maior atenção dos órgãos responsáveis pela proteção ambiental.

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