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sexta-feira, outubro 9, 2026

Avião lança água contra incêndio no Distrito Industrial II

Aeronave com capacidade para 1.930 litros reforça combate ao fogo, que ultrapassou 48 horas em Manaus

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) utilizou, pela primeira vez em Manaus, a aeronave Thrush S2R-510 para reforçar o combate ao incêndio que atinge uma área de descarte de resíduos e vegetação no Distrito Industrial II, na Zona Leste. O fogo começou na tarde de terça-feira (6) e já durava mais de 48 horas na quinta-feira (8).

O avião possui reservatório com capacidade para transportar e lançar até 1.930 litros de água por operação. A estrutura aérea passou a integrar recentemente a frota de resposta a incêndios do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Amazonas e já havia sido empregada em ocorrências em Parintins, Iranduba e Itacoatiara.

No Distrito Industrial II, a aeronave foi mobilizada como apoio às equipes que atuam por terra. O incêndio ocorreu em um terreno na região da avenida dos Oitis, utilizado para descarte de resíduos, e alcançou uma área superior a 15 mil metros quadrados, segundo informações divulgadas durante a operação.

Bombeiros e brigadistas utilizaram mais de 150 mil litros de água para reduzir as chamas. Após o controle do avanço do fogo, as equipes permaneceram no local em trabalho de rescaldo e monitoramento, com viaturas e drone, para localizar focos remanescentes entre os resíduos.

Além do avião, o Governo do Amazonas informou a incorporação de cinco viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF), voltadas ao combate de incêndios em áreas de difícil acesso. As causas do incêndio seguem sob investigação.

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A fumaça gerada pelo incêndio se somou ao cenário de queimadas e baixa qualidade do ar observado em Manaus nos últimos dias. A população deve evitar exposição prolongada à fumaça, manter-se hidratada e procurar atendimento de saúde em caso de falta de ar, dor no peito ou piora de sintomas respiratórios.

Multa ambiental

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou multa de R$ 5,5 milhões à empresa responsável pela área. Conforme o órgão, a fiscalização encontrou pneus, plásticos e resíduos contaminados com óleo e tinta em local cuja licença permitiria apenas o recebimento de resíduos inertes da construção civil.

Em nota, o Auto Posto Lima informou que possui licença de operação válida, que a origem do fogo ainda é investigada e que apresentará defesa após ser notificado oficialmente.

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