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sexta-feira, outubro 9, 2026

Lula desafia Flávio Bolsonaro a apoiar fim da escala 6×1

Em ato com parlamentares eleitos, candidato à reeleição defendeu dois dias de descanso semanal; adversário sustenta liberdade para definir a jornada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Durante plenária do PT com parlamentares eleitos, em Brasília, Lula afirmou que pretende acompanhar o posicionamento do adversário sobre a matéria.

A proposta em debate estabelece uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. Ela também prevê a redução gradual da carga máxima semanal de 44 para 40 horas.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”, declarou Lula.

A PEC do fim da escala 6×1 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e está em discussão no Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, anunciou sessões para debater o tema, com possibilidade de votação em plenário a partir de 15 de outubro. Agência Brasil

POSIÇÃO DE FLÁVIO

Flávio Bolsonaro tem defendido que trabalhadores tenham liberdade para organizar a própria carga horária, de acordo com as necessidades individuais.

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“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”, afirmou o candidato do PL em entrevista na terça-feira (6).

Lula criticou essa possibilidade de negociação. Segundo ele, a relação entre empregado e empregador não ocorre em condições iguais, o que poderia prejudicar trabalhadores. O candidato do PT defendeu que a redução da jornada ocorra por meio de regra geral.

SEGURANÇA PÚBLICA

No encontro, Lula também voltou a defender a aprovação da PEC da Segurança Pública. A proposta prevê ampliar a integração entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado.

O candidato afirmou que pretende fortalecer a atuação da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal. Ele também citou o plano de transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima e a criação de um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC.

Ao resumir a diretriz da campanha para a área, Lula declarou: “Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”.

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