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sexta-feira, setembro 4, 2026

Dois homens são presos após PM ser baleado durante preparação de comício em Manaus

Suspeitos disseram à polícia que receberam ordem para impedir evento de Roberto Cidade no Novo Israel; capitão Israel Queiroz não corre risco de morte.

PM é baleado durante preparação de comício em Manaus

Dois homens foram presos suspeitos de envolvimento no ataque que deixou um policial militar baleado na noite de quinta-feira (3), no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus.

O capitão Israel Queiroz participava dos preparativos para um comício de Roberto Cidade quando foi atingido por um disparo. Ele foi encaminhado a uma unidade de saúde e, segundo as informações divulgadas, não corre risco de morte.

Os suspeitos foram identificados como Guilherme Herculano Andrade e Eduardo Souza da Costa.

Suspeitos foram encontrados após denúncia

A dupla foi localizada por equipes das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) após uma denúncia anônima.

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Com os dois homens, a Polícia Militar encontrou três pistolas, munições, carregadores, balanças de precisão, celulares e drogas.

Os suspeitos e todo o material apreendido foram encaminhados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso passou a ser investigado.

Dupla diz que recebeu ordem para impedir evento

Segundo a versão apresentada pelos suspeitos à polícia, eles teriam recebido uma ordem vinda do Rio de Janeiro para impedir a realização do comício no Novo Israel.

Ainda conforme o relato atribuído à dupla, a intenção inicial seria realizar um disparo para o alto.

No entanto, o tiro acabou sendo direcionado para a área onde integrantes da campanha trabalhavam na preparação do evento e atingiu o capitão da Polícia Militar.

As declarações dos suspeitos ainda deverão ser verificadas durante a investigação. Até o momento, não há informação sobre quem teria dado a suposta ordem nem sobre a motivação completa do ataque.

Polícia apreende armas e drogas

Além das três armas de fogo, os agentes encontraram munições, carregadores, celulares, drogas e equipamentos utilizados para pesagem de entorpecentes.

O material deverá passar por perícia e pode ajudar a esclarecer a dinâmica do ataque e eventuais ligações dos presos com outros crimes.

A polícia também deverá analisar os celulares apreendidos para verificar comunicações mantidas antes e depois do disparo.

Wilson Lima chama episódio de ataque à democracia

Após o ocorrido, o ex-governador do Amazonas e candidato ao Senado Wilson Lima publicou um vídeo nas redes sociais comentando o caso.

Ele classificou o episódio como um ataque contra a campanha e contra a democracia.

“A nossa campanha sofreu um atentado a tiro. Uma covardia com um dos nossos guerreiros e um atentado à nossa democracia”, afirmou.

A declaração representa a avaliação política feita por Wilson Lima. A motivação e as circunstâncias do crime ainda estão sob investigação policial.

Investigação deve esclarecer possível motivação política

A principal questão agora é saber se o disparo teve efetivamente motivação política e se outras pessoas participaram do planejamento.

A afirmação de que a dupla teria recebido ordem para impedir o comício faz parte do relato dado pelos próprios suspeitos e ainda precisa ser confirmada por elementos da investigação.

Também deverá ser apurada a origem das armas e das drogas encontradas com os presos.

O caso segue sob investigação.

 

Leia também: Polícia apreende 2,5 toneladas de skunk no Amazonas e estima prejuízo de R$ 50 milhões ao crime

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