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quarta-feira, agosto 26, 2026

Ciclista é morto após espancamento em Copacabana; dois seguranças são presos

Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foi atacado após ser suspeitado sem provas de ter furtado uma bicicleta; outros dois homens são procurados pela polícia.

 

O ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, morreu após ser espancado por cerca de nove minutos em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Dois seguranças de rua apontados como participantes do crime se entregaram à polícia nesta quinta-feira (20).

Segundo a investigação, Cláudio foi abordado porque os seguranças suspeitaram, sem apresentar provas, que a bicicleta usada por ele havia sido furtada.

A Polícia Civil afirma que a vítima recebeu mais de 30 golpes de porrete na cabeça, além de chutes no tórax e na barriga.

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Outros dois homens, que usavam mochilas de entregadores, também são apontados como participantes das agressões e seguem sendo procurados.

Vítima usava bicicleta da irmã

O crime aconteceu na noite de 11 de agosto.

Cláudio havia saído de casa pedalando de Botafogo até a Rua Belford Roxo, em Copacabana, utilizando a bicicleta da irmã, como fazia habitualmente.

Segundo a apuração policial, os dois seguranças abordaram o ciclista para questionar a origem do veículo.

Um deles foi identificado como Davi Santos Machado.

De acordo com a investigação, Davi estava com um porrete e perguntou se a bicicleta pertencia a Cláudio.

A vítima, que segundo a reportagem possuía um transtorno psicológico, respondeu inicialmente que não, mas tentou explicar em seguida que a bicicleta era de sua irmã.

Segurança teria levado bicicleta da vítima

O outro segurança, identificado como Jorge Luiz Ricardo Dias, teria tomado a bicicleta e saído com ela.

Cláudio tentou impedir que o veículo fosse levado e, nesse momento, sofreu as primeiras agressões, segundo a polícia.

Depois disso, o ciclista foi até a Rua Felipe de Oliveira, onde permaneceu sentado na escadaria de um prédio.

Foi nesse local que, de acordo com a investigação, ocorreu a sequência mais violenta do ataque.

Espancamento durou cerca de nove minutos

A Polícia Civil afirma que Davi voltou a agredir Cláudio com um bastão.

A vítima tentou fugir, mas teria sido derrubada pelos dois homens que usavam mochilas de entregadores.

Segundo a investigação, as agressões se estenderam por aproximadamente nove minutos.

Cláudio foi deixado desacordado no local.

Ainda conforme a apuração, um dos seguranças fotografou a vítima já inconsciente, enquanto um dos entregadores revistou os bolsos do ciclista.

Bombeiros chegaram cerca de 30 minutos depois

O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou ao local aproximadamente 30 minutos depois.

Cláudio foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea.

Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia 12.

A causa da morte foi apontada como traumatismo craniano e hemorragia interna.

Dois seguranças se entregaram à polícia

Os dois seguranças investigados pelo crime se apresentaram à polícia nesta quinta-feira (20).

Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias passaram a responder pela acusação de homicídio dentro da investigação conduzida pela 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana.

A prisão dos dois não representa condenação definitiva.

As responsabilidades individuais ainda serão analisadas ao longo do processo judicial.

Outros dois suspeitos continuam sendo procurados

A polícia ainda procura os outros dois homens apontados como participantes do ataque.

Segundo a investigação, eles utilizavam mochilas de entregadores e teriam ajudado a impedir a fuga da vítima durante as agressões.

Os dois ainda não haviam se apresentado para prestar depoimento até a divulgação das informações iniciais.

A identificação e localização desses suspeitos permanecem entre as prioridades da investigação.

Polícia fala em homicídio triplamente qualificado

Segundo o delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, os quatro suspeitos deverão responder por homicídio triplamente qualificado.

A Polícia Civil atribui ao caso as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Esses enquadramentos fazem parte da acusação apresentada pela investigação e ainda precisarão ser analisados pela Justiça.

Caso é investigado pela Polícia Civil

A investigação busca esclarecer toda a dinâmica do crime, incluindo a participação individual de cada suspeito.

Imagens de câmeras de segurança, depoimentos e demais elementos reunidos pela polícia devem ser utilizados para reconstruir os momentos anteriores e posteriores ao ataque.

O caso também levanta questionamentos sobre abordagens realizadas por seguranças informais em espaços públicos e os riscos de ações violentas baseadas apenas em suspeitas.

Até o momento, não há informação de que a bicicleta usada por Cláudio tivesse sido furtada.

Com informações de Agência Brasil

 

Leia também: Trump cria processo para restaurar direitos sobre armas a condenados nos EUA

 

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