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domingo, outubro 11, 2026

Brasil registra mais de 830 mil celulares roubados ou furtados em 2025

Brasil registra mais de 830 mil celulares subtraídos

O Brasil registrou 830.890 celulares roubados ou furtados em 2025, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma redução de 9% em comparação com 2024, quando foram contabilizadas 909.753 subtrações de aparelhos.

Apesar da queda no total de ocorrências, os dados mostram comportamentos diferentes entre os dois tipos de crime. Os roubos, que envolvem violência ou ameaça, diminuíram 18,6%. Já os furtos, normalmente praticados sem que a vítima perceba imediatamente, avançaram 0,9%.

O levantamento mostra que o furto se consolidou como a principal forma de subtração de celulares no país, respondendo por 61% dos registros.

Roubos de celulares caíram 18,6%

Os registros de roubo de aparelhos passaram de 377.787, em 2024, para 308.723 em 2025.

A redução indica uma queda significativa nas ocorrências em que criminosos utilizam violência ou grave ameaça para tomar o telefone da vítima.

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Mesmo com o recuo, o volume continua elevado. Em média, foram registrados mais de 845 roubos de celulares por dia no Brasil ao longo de 2025.

A estatística considera apenas os casos formalmente comunicados às autoridades. Portanto, o número real pode ser maior, já que parte das vítimas não registra boletim de ocorrência.

Furtos cresceram e representam maioria dos casos

Enquanto os roubos diminuíram, os furtos de celulares passaram de 477.326 para 483.561 ocorrências, uma alta de 0,9%.

Isso equivale a aproximadamente 1.325 aparelhos furtados por dia.

O furto costuma ocorrer sem contato direto ou ameaça à vítima. Os casos são mais frequentes em locais movimentados, eventos, áreas comerciais e no transporte público.

Muitas pessoas só percebem o desaparecimento do aparelho algum tempo depois, o que pode dificultar a identificação do autor e a recuperação do equipamento.

Os celulares roubados ou furtados em 2025 representam, portanto, não apenas uma questão de segurança pública, mas também um risco financeiro e digital para milhões de brasileiros.

Celular concentra informações pessoais e financeiras

O prejuízo causado pela perda de um telefone vai além do valor do aparelho.

Atualmente, os celulares armazenam aplicativos bancários, carteiras digitais, documentos, fotografias, contatos, senhas, redes sociais, agendas profissionais e informações pessoais.

Criminosos podem tentar acessar esses dados para realizar transferências, contratar empréstimos, invadir perfis em redes sociais ou aplicar golpes contra familiares e amigos da vítima.

Em alguns casos, o equipamento físico tem valor menor do que os possíveis prejuízos provocados pelo acesso indevido às contas e aos dados armazenados.

Por isso, especialistas recomendam que o bloqueio da linha, do aparelho e das contas seja realizado imediatamente após o crime.

Perda do aparelho afeta orçamento das famílias

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional das Seguradoras e pelo Instituto Locomotiva mostrou que 60% dos entrevistados já tiveram o celular levado ou conhecem alguém que passou pela situação sem conseguir comprar outro imediatamente.

O levantamento também aponta que 53% das famílias não conseguem cobrir todas as despesas básicas do mês. Outros 36% pagam as contas, mas não ficam com nenhum recurso disponível.

Somente 11% terminam o mês com alguma sobra financeira.

Nesse cenário, a necessidade de comprar outro aparelho pode provocar endividamento ou obrigar a família a utilizar valores que seriam destinados à alimentação, transporte, moradia e outras despesas essenciais.

Trabalhadores podem ter renda comprometida

Para muitas pessoas, o celular também é uma ferramenta de trabalho.

Motoristas de aplicativo, entregadores, vendedores, prestadores de serviços, pequenos comerciantes e profissionais autônomos dependem do telefone para receber pedidos, localizar clientes, realizar cobranças e acessar plataformas digitais.

Quando o aparelho é roubado ou furtado, o trabalhador pode ficar dias ou semanas sem conseguir desempenhar plenamente suas atividades.

Além do custo de reposição, há o risco de perda de renda, atraso em pagamentos e interrupção do atendimento aos clientes.

O impacto dos celulares roubados ou furtados em 2025 pode, dessa forma, atingir diretamente a capacidade de sustento das famílias.

Medo de roubos e golpes atinge maioria da população

Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Datafolha, realizada em março de 2026, mostrou que 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado.

O medo de sofrer golpes pela internet ou por telefone é ainda maior, chegando a 83,2%.

Os números refletem a preocupação não apenas com a violência urbana, mas também com os crimes financeiros e digitais que podem ocorrer após a subtração do aparelho.

Com acesso ao telefone desbloqueado, criminosos podem tentar recuperar senhas, entrar em contas bancárias e se passar pela vítima em aplicativos de mensagens.

O que fazer após o roubo ou furto do celular

Após perceber que o aparelho foi levado, a vítima deve agir rapidamente.

O primeiro passo é entrar em contato com a operadora para bloquear a linha e o número de identificação do aparelho, conhecido como IMEI.

Também é necessário avisar os bancos, bloquear aplicativos financeiros e alterar as senhas das principais contas vinculadas ao celular.

A vítima deve registrar um boletim de ocorrência e informar detalhes como local, horário, modelo do aparelho e número do IMEI, caso tenha essa informação.

Também é recomendável desconectar o telefone das contas de e-mail, redes sociais e serviços de armazenamento em nuvem.

Seguro pode reduzir parte do prejuízo

O seguro para celular pode oferecer cobertura para roubo, furto qualificado e danos acidentais, dependendo das condições contratadas.

Também existem produtos conhecidos como seguro Pix, voltados para determinadas situações envolvendo transferências bancárias realizadas sob ameaça, roubo, sequestro ou fraude eletrônica.

No entanto, a cobertura não é automática para qualquer perda ou golpe.

As condições variam conforme a seguradora e a apólice. Por isso, o consumidor deve verificar quais situações estão protegidas, quais documentos serão exigidos e quais exclusões estão previstas.

Furto simples pode não estar coberto

Antes de contratar um seguro, é importante verificar a diferença entre furto simples e furto qualificado.

O furto simples ocorre quando o aparelho desaparece sem sinais de rompimento de obstáculos ou outras circunstâncias específicas. Já o furto qualificado pode envolver, por exemplo, destruição de barreiras, fraude ou outros meios definidos pela legislação.

Algumas apólices cobrem apenas roubo e furto qualificado, deixando o furto simples fora da proteção.

O consumidor também deve analisar o valor da franquia, eventual depreciação do celular, limite da indenização e prazo para pagamento.

Seguro não substitui cuidados de segurança digital

A contratação de seguro pode diminuir o impacto financeiro, mas não impede o crime nem elimina a necessidade de proteger os dados.

Senhas fortes, autenticação em duas etapas e limites reduzidos para transferências podem dificultar o acesso criminoso às contas.

Também é recomendável evitar deixar aplicativos bancários visíveis na tela inicial e utilizar bloqueio por senha, biometria ou reconhecimento facial.

O resultado do anuário mostra que, embora o número total de celulares roubados ou furtados em 2025 tenha diminuído, a quantidade de ocorrências continua elevada e exige atenção tanto na segurança física quanto na proteção digital.

Com informações de Agência Brasil

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