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terça-feira, agosto 25, 2026

PF realiza operação contra garimpo ilegal em terra indígena no Pará

PF destrói máquinas e acampamentos usados em garimpo ilegal em terra indígena no Pará

Operação realizada na Terra Indígena Baú contou com Ibama, Força Nacional e cooperação internacional para interromper a mineração irregular.

A Polícia Federal realizou uma operação contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no sudoeste do Pará, entre os dias 28 e 31 de julho. A ação resultou na inutilização de máquinas, motores, acampamentos e outros equipamentos empregados na exploração irregular de recursos minerais.

A operação foi conduzida em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Também participaram agentes da Força Nacional e do Centro de Cooperação Internacional da Amazônia.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo foi interromper as atividades clandestinas e reduzir os danos causados ao meio ambiente e às populações tradicionais que vivem na região.

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Ação foi planejada após denúncias sobre mineração irregular

A operação foi organizada no âmbito de um inquérito policial que investiga denúncias de mineração ilegal em áreas protegidas.

Informações reunidas por órgãos de fiscalização e entidades ligadas à proteção dos povos indígenas indicaram que as atividades garimpeiras continuavam ocorrendo dentro da Terra Indígena Baú.

A partir desses elementos, as forças de segurança planejaram a entrada na área e a localização das estruturas utilizadas pelos responsáveis pelo garimpo.

A Polícia Federal não informou se pessoas foram presas durante a operação nem divulgou a identidade de possíveis investigados.

Máquinas pesadas foram inutilizadas

Durante a ação contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, as equipes localizaram duas pás-carregadeiras utilizadas nas atividades de mineração.

As máquinas foram inutilizadas para impedir que continuassem sendo empregadas na retirada, movimentação ou processamento de materiais extraídos ilegalmente.

Equipamentos pesados são usados para remover grandes quantidades de solo, abrir áreas de exploração e movimentar sedimentos em locais de garimpo.

Além das pás-carregadeiras, os agentes inutilizaram dois acampamentos que serviam de apoio às atividades ilegais.

Motores e equipamentos de balsas também foram destruídos

A operação também atingiu a estrutura utilizada em balsas de garimpo.

Foram inutilizados dois motores empregados nessas embarcações, incluindo um conjunto formado por bomba e motor. Outro motor de quatro tempos também foi localizado e destruído.

As equipes ainda inutilizaram um gerador, um tanque de combustível e galões usados na atividade ilícita.

Segundo as informações divulgadas, esses equipamentos faziam parte da estrutura necessária para manter as operações em funcionamento dentro da área protegida.

Ibama apreendeu motosserras

Além dos materiais inutilizados, o Ibama apreendeu duas motosserras encontradas no limite entre os municípios de Novo Progresso e Castelo dos Sonhos.

Os equipamentos serão analisados no procedimento administrativo conduzido pelo órgão ambiental.

A Polícia Federal não informou se as motosserras eram utilizadas para abertura de áreas, retirada de vegetação ou outras atividades de apoio ao garimpo.

A apreensão integra as medidas destinadas a impedir a continuidade da exploração e preservar a área atingida.

Operação busca reduzir danos ambientais

O garimpo ilegal na Terra Indígena Baú pode causar alterações no solo, na vegetação e nos cursos de água utilizados pelas comunidades da região.

Por isso, a atuação conjunta buscou não apenas interromper a retirada irregular de minerais, mas também desarticular a infraestrutura que permitia a permanência dos responsáveis na área.

Ao inutilizar máquinas, motores, acampamentos e reservatórios de combustível, as autoridades reduzem a capacidade de retomada imediata das atividades.

A operação também procura impedir a expansão das áreas exploradas e reduzir novos impactos sobre o território protegido.

Máquinas e equipamentos inutilizados durante operação contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Baú, no Pará.
Divulgação PF

 

Terra indígena está localizada no sudoeste do Pará

A Terra Indígena Baú está situada no sudoeste paraense, em uma região marcada por grandes distâncias, áreas de floresta e dificuldades de acesso.

Essas características exigem planejamento logístico e integração entre diferentes instituições para que as fiscalizações possam alcançar os pontos onde ocorrem as atividades ilegais.

A participação da Força Nacional reforçou a segurança das equipes durante a operação. Já o Centro de Cooperação Internacional da Amazônia contribuiu para a articulação e o compartilhamento de informações.

Ações integradas reforçam combate aos crimes ambientais

A Polícia Federal destacou que a ação contou com diferentes órgãos de fiscalização e segurança.

Além da PF e do Ibama, participaram a Força Nacional e o Centro de Cooperação Internacional da Amazônia.

Esse modelo de trabalho permite reunir inteligência, fiscalização ambiental e apoio operacional em áreas de difícil acesso.

A cooperação também busca identificar grupos responsáveis pela exploração mineral, responsáveis pelo financiamento das atividades e pessoas envolvidas no transporte de equipamentos e recursos retirados ilegalmente.

Investigação deverá continuar

Mesmo após a destruição da estrutura encontrada, o inquérito policial deverá continuar para identificar os responsáveis pelas atividades.

Os investigadores poderão analisar documentos, imagens, informações de inteligência e outros elementos reunidos durante a operação.

A Polícia Federal também poderá apurar a origem das máquinas e dos demais equipamentos, além de verificar quem financiava e coordenava a exploração na área protegida.

Até a divulgação das informações iniciais, não havia confirmação de prisões ou de apreensão de minerais.

Leia também: Amazonas concentra maior número de Terras Indígenas sob pressão de desmatamento, aponta relatório do Imazon

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