Levantamento reúne casos registrados entre 2024 e 2026 e mostra que investigações envolveram crianças, adolescentes e jovens atletas em diferentes municípios do estado
Amazonas soma seis casos envolvendo professores de jiu-jítsu: Um levantamento baseado em informações divulgadas pelas autoridades de segurança pública mostra que seis professores de jiu-jítsu foram presos no Amazonas entre novembro de 2024 e julho de 2026 durante investigações relacionadas a crimes de natureza sexual. Os casos tiveram grande repercussão e envolveram vítimas crianças, adolescentes e jovens atletas.
As ocorrências foram registradas em Manaus, Humaitá e também resultaram em prisões realizadas em outros estados, sempre no âmbito de investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Em parte dos casos, os processos seguem em andamento, enquanto outros já tiveram decisões da Justiça.
Casos ocorreram em diferentes períodos e seguem em estágios distintos
Prisões foram registradas entre novembro de 2024 e julho de 2026
O caso mais recente ocorreu em 20 de julho de 2026, quando um professor de 33 anos foi preso em uma academia localizada no bairro Nova Esperança, na Zona Oeste de Manaus. Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o fato apurado teria ocorrido no fim de 2025. A identidade do investigado não foi divulgada pelas autoridades, e o caso continua sendo apurado.
O primeiro episódio da série foi registrado em novembro de 2024. Na ocasião, o professor Alcenor Alves Soeiro foi preso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, após investigações iniciadas a partir de denúncias apresentadas por alunos. Posteriormente, outras pessoas também procuraram as autoridades para relatar fatos semelhantes. O investigado foi condenado pela Justiça, que fixou pena superior a 178 anos de reclusão, além de outras sanções previstas na sentença.
Em junho de 2025, outro professor foi preso no município de Humaitá. Conforme a investigação, ele é suspeito de praticar crimes contra cinco alunos com idades entre sete e onze anos. A Polícia Civil informou que os fatos investigados teriam ocorrido na academia onde ele ministrava aulas.
Investigações também alcançaram treinadores conhecidos
Polícia Civil apura denúncias envolvendo profissionais da modalidade
Em abril de 2026, o treinador Melqui Galvão, também integrante da Polícia Civil, foi preso em São Paulo durante investigação iniciada após denúncia apresentada por uma ex-aluna. Conforme as autoridades, outras vítimas também passaram a integrar o procedimento investigativo.
Pouco tempo depois, em junho de 2026, outro professor de jiu-jítsu, de 59 anos, foi preso em Manaus. Segundo a investigação, ele é suspeito de envolvimento com a produção, armazenamento e compartilhamento de material relacionado à exploração de adolescente. A identidade do investigado foi preservada.
Já em julho de 2026, Carlos Vieira Holanda foi localizado e preso após permanecer foragido por mais de um mês. A Polícia Civil informou que a investigação identificou ao menos sete adolescentes como possíveis vítimas. Conforme os investigadores, o professor utilizava promessas relacionadas ao esporte para se aproximar das jovens e também é investigado por suposta exploração envolvendo terceiros.
Autoridades reforçam importância das denúncias
Investigações continuam e novos relatos podem auxiliar os procedimentos
A Polícia Civil do Amazonas destaca que todos os casos seguem os trâmites previstos na legislação, respeitando o direito à ampla defesa e ao contraditório dos investigados. Nos procedimentos ainda em andamento, caberá à Justiça analisar as provas reunidas durante as investigações.
As autoridades também ressaltam que denúncias de possíveis crimes contra crianças e adolescentes são fundamentais para o avanço das investigações e podem ser feitas de forma segura pelos canais oficiais da segurança pública e da rede de proteção.
Casos reforçam necessidade de prevenção e fiscalização
Especialistas orientam famílias a acompanhar de perto atividades esportivas
Os episódios registrados nos últimos meses reforçam a importância do acompanhamento das atividades desenvolvidas por crianças e adolescentes em ambientes esportivos. Especialistas recomendam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante com os jovens, observem mudanças de comportamento e procurem imediatamente os órgãos competentes caso identifiquem qualquer situação suspeita.
Além da atuação policial, o fortalecimento das redes de proteção, das instituições esportivas e dos canais de denúncia é apontado como uma das principais medidas para prevenir novos casos e garantir maior segurança aos praticantes da modalidade esportiva.
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