Liminar do TRT-11 determina operação de 80% dos ônibus entre 6h e 9h e de 50% da frota nos demais horários durante a paralisação.
A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Manaus continua nesta terça-feira (21). Durante a paralisação, os ônibus circulam com percentuais reduzidos, conforme determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11).
A liminar estabelece que as empresas devem disponibilizar 80% da frota entre 6h e 9h, período de maior movimentação de passageiros. Nos demais horários, pelo menos 50% dos ônibus devem permanecer em circulação.
A Justiça também prevê multa ao sindicato da categoria caso os trabalhadores descumpram a decisão.
Paralisação começou com 100% da frota suspensa
A greve começou na segunda-feira (20), quando os rodoviários interromperam completamente a circulação dos ônibus na capital amazonense.
A suspensão total provocou dificuldades para milhares de passageiros que dependem diariamente do transporte coletivo para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais.
Após a decisão do TRT-11, parte dos veículos voltou às ruas. Ainda assim, a frota reduzida pode provocar maior tempo de espera nos pontos, lotação nos ônibus disponíveis e atrasos nos deslocamentos.
Justiça determina operação mínima
A medida judicial busca manter parte do serviço durante a greve, já que o transporte coletivo é considerado essencial.
Por isso, a liminar definiu percentuais diferentes ao longo do dia. No horário de pico da manhã, o sistema deve funcionar com 80% da capacidade. Depois das 9h, a operação pode cair para 50%.
Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), as concessionárias estão cumprindo os percentuais fixados pela Justiça.
As negociações, porém, continuam sem uma previsão oficial para o encerramento da greve.
Sinetram aponta falta de recursos para gratuidade estudantil
O diretor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, afirmou que as empresas enfrentam dificuldades de fluxo de caixa.
Segundo ele, o problema está relacionado à ausência de repasses destinados ao custeio da gratuidade estudantil. O representante declarou que o Governo do Amazonas acumula uma dívida de R$ 44 milhões com o sistema de transporte, referente ao exercício de 2026.
De acordo com Fernando Borges, a falta desse recurso compromete o equilíbrio financeiro das concessionárias e reduz a capacidade das empresas de manter pagamentos e operações em dia.
A informação representa o posicionamento do sindicato patronal. Até o momento, não foi apresentado no conteúdo divulgado um posicionamento do Governo do Amazonas sobre o valor mencionado.
Passageiros devem se preparar para atrasos
Embora parte dos ônibus esteja circulando, o sistema permanece abaixo da capacidade habitual.
Assim, os passageiros podem enfrentar intervalos maiores entre os veículos, pontos mais cheios e ônibus com maior número de pessoas, principalmente fora do período em que a Justiça exige 80% da frota.
A orientação é sair com antecedência e acompanhar eventuais mudanças na operação das linhas.
Enquanto trabalhadores, empresas e poder público discutem as reivindicações e os pagamentos pendentes, a circulação dos ônibus permanece condicionada aos percentuais determinados pelo TRT-11.
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