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sábado, julho 25, 2026

Operação investiga fraude bilionária com créditos falsos de ICMS em SP

Comitê formado por órgãos estaduais cumpre 38 mandados de busca e apreensão para apurar esquema que pode ter causado prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.

A fraude no ICMS está no centro da Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira/SP). A investigação apura um suposto esquema de comercialização de créditos tributários falsos que teria provocado um prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres do Estado.

De acordo com as autoridades, 752 empresas são investigadas por utilizar créditos irregulares para reduzir o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Como funcionava o esquema

Segundo as investigações, escritórios de advocacia e empresas de consultoria ofereciam às empresas créditos tributários supostamente autorizados pelo Fisco, mas que, na prática, eram falsos.

Os créditos eram negociados com desconto sobre o valor nominal, permitindo que as empresas deixassem de recolher integralmente o ICMS devido ao Estado de São Paulo.

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Em contrapartida, os escritórios recebiam honorários que, conforme a investigação, podiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados.

Na prática, o dinheiro que deveria ser destinado aos cofres públicos era desviado por meio das operações investigadas.

Operação cumpre mandados em dois estados

A Operação Distrato cumpre 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de:

  • São Paulo (SP);
  • Campinas (SP);
  • Jundiaí (SP);
  • Ribeirão Preto (SP);
  • Cambé (PR);
  • Londrina (PR).

A ação é coordenada pelo Cira/SP, formado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP), com apoio das Polícias Civil e Militar.

Investigação busca identificar responsáveis

Além da coleta de provas, as autoridades pretendem identificar os beneficiários econômicos do esquema e apurar a responsabilidade dos envolvidos.

Os investigados poderão responder por crimes como:

  • organização criminosa;
  • crimes contra a ordem tributária;
  • estelionato;
  • falsidade documental;
  • lavagem de dinheiro.

As investigações continuam e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço da apuração.

Com informações de Agência Brasil

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