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segunda-feira, junho 22, 2026

Brasil registra menor taxa de analfabetismo da série histórica e alcança índice abaixo de 5% pela primeira vez

Dados da PNAD Contínua mostram avanço da educação no país, com redução do número de analfabetos e crescimento da conclusão do ensino médio

Brasil reduz analfabetismo: O Brasil alcançou, em 2025, o menor índice de analfabetismo desde o início da série histórica do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a taxa entre pessoas com 15 anos ou mais caiu para 4,9%, marcando a primeira vez que o indicador fica abaixo da marca de 5%.

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O resultado demonstra uma trajetória de redução gradual do analfabetismo no país e reforça os avanços observados nos indicadores educacionais ao longo dos últimos anos. Apesar da melhora, os dados revelam que desafios importantes ainda permanecem, especialmente entre a população idosa e em algumas regiões brasileiras.

Número de analfabetos apresenta nova redução

Em números absolutos, o Brasil registrou cerca de 8,4 milhões de pessoas analfabetas em 2025. O levantamento indica uma redução de aproximadamente 592 mil pessoas em comparação com o ano anterior.

A pesquisa considera analfabetas as pessoas que não conseguem ler e escrever um bilhete simples, critério utilizado internacionalmente para monitorar esse indicador educacional.

População idosa concentra maior parte dos casos

Embora os índices nacionais tenham apresentado melhora, a população com 60 anos ou mais continua concentrando a maior parcela dos brasileiros que não sabem ler ou escrever.

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Taxa entre idosos também apresenta queda

Segundo o levantamento, cerca de 4,9 milhões de idosos estavam em situação de analfabetismo em 2025, representando mais da metade do total registrado no país.

A taxa de analfabetismo entre pessoas com 60 anos ou mais caiu para 13,8%, resultado inferior ao observado nos últimos anos e o menor já registrado desde o início da série histórica.

Os números indicam uma evolução gradual dos indicadores educacionais também entre os brasileiros mais velhos, embora o grupo ainda apresente índices significativamente superiores à média nacional.

Diferenças regionais seguem presentes

Os dados mostram que o analfabetismo continua distribuído de forma desigual entre as regiões brasileiras.

Nordeste concentra maior número de analfabetos

A região Nordeste apresentou a maior taxa do país, com 10,6%, seguida pelo Norte, com 5,7%. Já as menores taxas foram observadas no Sudeste e no Sul.

Além disso, mais da metade dos brasileiros analfabetos vive nos estados nordestinos, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades educacionais regionais.

Escolaridade avança entre pretos e pardos

Outro destaque da pesquisa está relacionado à conclusão da educação básica entre a população preta e parda.

Mais da metade concluiu o ensino médio

Pela primeira vez, mais de 50% das pessoas pretas e pardas com 25 anos ou mais concluíram o ensino médio. O indicador demonstra avanço na escolarização desse grupo e redução da diferença em relação à população branca.

Apesar da evolução, os dados apontam que ainda existe uma distância significativa entre os percentuais de conclusão do ensino médio observados entre os diferentes grupos populacionais.

Mulheres apresentam melhores indicadores educacionais

A pesquisa também identificou diferenças entre homens e mulheres nos índices de analfabetismo.

Taxa feminina permanece menor

Entre a população com 15 anos ou mais, as mulheres registraram índice inferior ao dos homens. O mesmo cenário foi observado entre os idosos, onde pela primeira vez a taxa feminina ficou abaixo da masculina.

Especialistas apontam que os resultados refletem avanços históricos no acesso das mulheres à educação e uma ampliação gradual da escolarização ao longo das gerações.

Educação segue como desafio estratégico para o país

Mesmo com a menor taxa de analfabetismo da série histórica, os dados mostram que milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso à educação.

A redução dos índices, especialmente entre jovens e adultos, representa um avanço importante para o desenvolvimento social e econômico do país. No entanto, a permanência de desigualdades regionais, etárias e raciais evidencia a necessidade de continuidade das políticas públicas voltadas à inclusão educacional e à ampliação das oportunidades de aprendizagem para toda a população.

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