Banco Central diminuiu a taxa básica em 0,25 ponto percentual e citou incertezas no cenário internacional e inflação acima da meta.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O Copom reduz a taxa Selic para 14,25% ao ano após decisão anunciada nesta quarta-feira (17). O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, diminuiu os juros básicos da economia em 0,25 ponto percentual, reduzindo a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano.
Esta é a terceira redução consecutiva promovida pelo colegiado, que iniciou o ciclo de cortes em março deste ano. A decisão ocorre em meio à desaceleração da inflação, mas ainda sob influência das incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e pelas expectativas inflacionárias acima da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Copom reduz a taxa Selic para 14,25% após período de juros elevados
Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior patamar registrado em quase duas décadas.
Com a melhora gradual dos índices de inflação, o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária.
Segundo o Copom, a decisão desta quarta-feira representa mais um passo nesse processo, embora o cenário continue exigindo cautela.
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e influenciar a atividade econômica.
O que muda com a redução da Selic
Quando os juros básicos estão elevados, empréstimos, financiamentos e compras parceladas tendem a ficar mais caros.
Isso reduz o consumo e contribui para conter a inflação.
Já a queda da Selic tende a estimular a economia, facilitando o acesso ao crédito e reduzindo o custo financeiro para empresas e consumidores.
Com a nova decisão, a expectativa é de um ambiente mais favorável para investimentos e consumo, desde que a inflação continue sob controle.
Guerra no Oriente Médio continua influenciando decisões do Banco Central
No comunicado divulgado após a reunião, o Copom destacou que os conflitos no Oriente Médio ainda geram incertezas para a economia mundial.
Segundo o comitê, os efeitos já observados sobre os preços de combustíveis e alimentos exigem prudência por parte dos países emergentes.
O Banco Central ressaltou que o ambiente internacional permanece marcado por elevada volatilidade nos preços de ativos financeiros e commodities.
“Diante do cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária”, informou o órgão.
Economia brasileira mostra recuperação no início do ano
O Banco Central também avaliou o cenário doméstico.
De acordo com o comunicado, os indicadores econômicos apontam aceleração da atividade no primeiro trimestre de 2026.
Setores considerados mais sensíveis ao ciclo econômico voltaram a apresentar crescimento.
Além disso, o mercado de trabalho continua demonstrando resistência, mantendo níveis de emprego considerados positivos.
Entretanto, o Copom observou que as expectativas para a inflação seguem acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Projeções de inflação permanecem acima da meta
Segundo dados da pesquisa Focus citados pelo Banco Central, as projeções para a inflação em 2026 e 2027 estão em 5,30% e 4,10%, respectivamente.
A meta oficial é de 3%, com margem de tolerância entre 1,50% e 4,50%.
Por isso, o comitê afirmou que continuará monitorando os efeitos da política fiscal e os impactos sobre os ativos financeiros.
O Banco Central também destacou que futuras decisões dependerão do comportamento dos indicadores econômicos.
Próximos cortes dependerão da inflação
Segundo o Copom, não há definição prévia sobre o tamanho dos próximos ajustes na taxa básica.
As futuras decisões serão tomadas com base nos dados econômicos e no comportamento da inflação.
O objetivo principal é garantir que os índices de preços retornem gradualmente para a meta estabelecida, mantendo equilíbrio entre crescimento econômico e estabilidade monetária.
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária deverá analisar novamente o cenário internacional, o comportamento da atividade econômica brasileira e as expectativas dos agentes financeiros.
Fonte oficial: https://www.bcb.gov.br
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