Artefato de uso restrito das Forças Armadas foi localizado dentro de residência em Paracambi, no Rio de Janeiro
Mulher presa por vender granada na internet: Uma mulher foi presa em flagrante nesta sexta-feira (26) em Paracambi, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, após anunciar na internet a venda de uma granada de morteiro por R$ 900. O artefato é classificado como de uso restrito das Forças Armadas e não pode ser comercializado por civis sob nenhuma hipótese.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A denúncia partiu de um monitoramento da 51ª Delegacia de Polícia (Paracambi), que acionou o Exército Brasileiro e o Esquadrão Antibomba da CORE para a remoção segura do explosivo. O caso gerou alerta sobre o comércio ilegal de armas e materiais perigosos em plataformas digitais.
Explosivo estava em casa e poderia causar tragédia
De acordo com a Polícia Civil, a granada de morteiro — de uso exclusivo militar — estava sendo mantida de forma improvisada e sem qualquer controle técnico na casa da mulher, localizada no bairro Lages, em Paracambi. O artefato foi identificado como potencialmente ativo, com risco de explosão em caso de manuseio incorreto.
O local foi isolado imediatamente pelas autoridades, e técnicos do Esquadrão Antibomba foram os responsáveis pela retirada e neutralização do material, garantindo a segurança da área.
Origem da granada ainda está sob investigação
A Polícia Civil ainda investiga como o artefato foi parar nas mãos da suspeita. Até o momento, não há informações oficiais sobre como ela obteve o explosivo ou se há outros envolvidos no esquema. A mulher não teve o nome divulgado, e o inquérito segue em andamento.
A prisão foi realizada com base no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento, que trata do porte ilegal de artefato explosivo, crime com pena de 3 a 6 anos de reclusão, além de multa.
Polícia alerta para riscos e promete intensificar fiscalização
O delegado responsável pelo caso, Maurício Mendonça, declarou em nota que o episódio demonstra a gravidade da falta de fiscalização no comércio digital:
“É inaceitável que alguém tente vender um material com alto poder destrutivo em uma plataforma aberta ao público. Seguiremos atuando para impedir que situações como essa se repitam”, afirmou.
O caso também acendeu um alerta para empresas responsáveis por marketplaces e redes sociais, que devem aprimorar seus filtros de moderação para evitar a veiculação de conteúdos e anúncios ilegais.
Veja também: PM da Rota é investigado por matar policial civil durante operação em favela de SP
