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sexta-feira, outubro 9, 2026

STF deve julgar revisão de condenação de Bolsonaro após eleição

Gabinete de Kassio Nunes Marques informou que caso não será analisado antes do segundo turno para evitar interferência no pleito

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar, após o segundo turno das eleições, o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada nesta terça-feira (7) pelo gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, relator do processo.

Segundo a nota enviada à imprensa, a ação não deverá ser julgada antes da votação de 25 de outubro, data marcada para o segundo turno. A justificativa informada é evitar que o julgamento interfira no processo eleitoral.

A revisão criminal ainda depende de manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois dessa etapa, caberá ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, definir a data em que o caso será levado ao plenário da Corte.

Portanto, não há sessão marcada até o momento.

O QUE A DEFESA PEDE

A defesa de Jair Bolsonaro tenta reverter a condenação imposta pela Primeira Turma do STF na ação que apurou a tentativa de golpe de Estado.

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Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. A revisão criminal é um instrumento judicial usado para questionar uma condenação definitiva, mas a apresentação do pedido não significa alteração automática da decisão anterior.

O processo foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, integrante da Segunda Turma. Apesar disso, o julgamento deverá ocorrer no plenário do Supremo, formado pelos ministros das duas turmas e pelo presidente da Corte.

PRÓXIMOS PASSOS

O primeiro passo pendente é o parecer da PGR sobre o pedido da defesa. Após a manifestação, o processo poderá ser liberado para julgamento.

A data dependerá de decisão do presidente do STF e do andamento processual. O gabinete de Nunes Marques informou que a intenção é que a análise ocorra somente após o encerramento da disputa eleitoral.

Com informações de Agência Brasil

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