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sexta-feira, setembro 11, 2026

Amazonas confirma três casos de sarampo em Tabatinga e investiga outros dois

Pacientes confirmados vieram de cidade peruana e não estavam vacinados; vigilância reforçou bloqueio vacinal e monitoramento de contatos.

O Amazonas confirmou três casos de sarampo em Tabatinga, município localizado na tríplice fronteira com Peru e Colômbia. Outros dois casos suspeitos estão sendo investigados pelas autoridades de saúde.

Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, os três pacientes com diagnóstico confirmado são procedentes da cidade peruana de Alto Monte e não estavam vacinados contra a doença.

Os infectados são uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 anos e 1 ano. Eles estiveram recentemente no Peru e chegaram a receber atendimento no país vizinho depois de apresentarem sintomas.

A mulher também relatou contato com um irmão que apresentava sinais compatíveis com sarampo.

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Os três pacientes permanecem isolados em Tabatinga enquanto as equipes de saúde monitoram pessoas que tiveram contato com eles.

Dois casos ainda estão sob investigação

Além dos casos confirmados, as autoridades acompanham outras duas suspeitas.

Em Tabatinga, um menino de 2 anos, de nacionalidade peruana, está sendo investigado após retornar recentemente ao Brasil. A criança havia vivido por quase um ano no Peru.

O segundo caso suspeito foi identificado em Carauari, onde uma menina de 1 ano apresentou sintomas compatíveis com a doença.

Diferentemente dos pacientes de Tabatinga, a criança de Carauari não possui, até o momento, histórico de viagem internacional nem contato conhecido com pessoas com suspeita de sarampo.

Esse caso permanece em investigação para identificar a origem dos sintomas e confirmar ou descartar a infecção.

Bloqueio vacinal foi realizado

Como medida de prevenção, a vigilância sanitária realizou bloqueio vacinal nas áreas relacionadas aos casos e reforçou a imunização de pessoas suscetíveis.

Os contatos dos pacientes confirmados e suspeitos também estão sendo acompanhados para identificar rapidamente possíveis novos sintomas e reduzir o risco de transmissão.

O Ministério da Saúde informou que está intensificando a vigilância no Amazonas e enviará equipes para Tabatinga e Carauari com o objetivo de apoiar as ações locais.

Casos ocorrem em meio a surtos nas Américas

O Ministério da Saúde destacou que os registros no Amazonas acontecem em um cenário de surtos de sarampo em outros países do continente.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, mais de 47 mil casos já foram confirmados nas Américas, com 44 mortes.

O Peru aparece entre os países com maior número de registros, com quase 2 mil casos.

No Brasil, foram confirmados até agora 36 casos de sarampo em 2026: 32 em São Paulo, um no Rio de Janeiro e três no Amazonas.

Apesar dos registros, o Ministério da Saúde afirma que o país mantém a certificação de área livre da doença, o que significa que não há, neste momento, transmissão sustentada do vírus em território nacional.

Vacinação é principal forma de prevenção

Especialistas alertam que casos importados podem dar início a cadeias locais de transmissão caso encontrem pessoas não vacinadas.

Por isso, as autoridades reforçam a importância da atualização da carteira de vacinação.

A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No calendário básico, são recomendadas duas doses, aos 12 e aos 15 meses.

Pessoas com até 59 anos que não tenham comprovante de vacinação devem procurar uma unidade de saúde para verificar a necessidade de atualização do esquema vacinal.

Leia também: Flávio e Eduardo Bolsonaro são investigados em inquérito sobre financiamento do filme Dark Horse

 

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