Estado registrou 495 km² de área desmatada nos últimos 12 meses, queda de 31% em relação ao período anterior, mas permaneceu na terceira posição entre os estados com maior devastação na Amazônia Legal.
Amazonas reduz desmatamento: O Amazonas registrou redução de 31% no desmatamento nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado na quinta-feira (27). Apesar da queda, o estado continua entre os três que concentram as maiores áreas de floresta desmatada na Amazônia Legal.
De acordo com os dados, foram 495 km² de floresta desmatados no Amazonas no período analisado. O resultado representa o segundo ano consecutivo de redução no estado.
Mesmo com o recuo, o Amazonas aparece na terceira posição do ranking nacional de desmatamento. O Pará lidera, com 818 km², seguido pelo Mato Grosso, com 565 km². Juntos, os três estados concentraram 70% de toda a área de floresta destruída no bioma durante os últimos 12 meses.
Amazonas mantém posição entre os estados com maior desmatamento
A redução registrada no Amazonas representa um avanço em relação ao período anterior, mas os números ainda colocam o estado entre as áreas que concentram grande parte da devastação na Amazônia.
O levantamento do Imazon considera os dados de desmatamento registrados na Amazônia Legal e permite acompanhar a evolução da perda de cobertura florestal nos estados que integram a região.
A posição do Amazonas no ranking também está relacionada à extensão territorial do estado e à presença de grandes áreas de floresta. Para os pesquisadores, o cenário reforça a necessidade de ações permanentes de monitoramento e fiscalização.
Três estados concentram 70% da área desmatada
Pará, Mato Grosso e Amazonas somaram a maior parcela do desmatamento registrado no período.
O Pará apresentou 818 km² de área desmatada, enquanto o Mato Grosso registrou 565 km². O Amazonas apareceu em seguida, com 495 km².
Segundo o levantamento, os três estados foram responsáveis por aproximadamente 70% de toda a floresta destruída na Amazônia Legal nos 12 meses analisados.
Terras indígenas registram menor parcela do desmatamento
As terras indígenas apresentaram a menor área desmatada entre as categorias territoriais avaliadas pelo Imazon.
Ao todo, foram registrados 46,96 km² de desmatamento em terras indígenas, equivalente a 1,7% do total identificado no período.
Apesar disso, quatro territórios indígenas localizados no Amazonas ou compartilhados com outros estados apareceram entre as áreas mais pressionadas pelo desmatamento.
Quatro terras indígenas do Amazonas aparecem entre as mais pressionadas
O levantamento apontou a Terra Indígena Andirá-Marau, compartilhada entre Amazonas e Pará, com 2,83 km² de área desmatada.
Também aparecem entre as áreas pressionadas a Terra Indígena Sepoti, no Amazonas, com 1,49 km²; a Terra Indígena Vale do Javari, com 1,36 km²; e a Terra Indígena Yanomami, compartilhada entre Amazonas e Roraima, com 1,08 km².
O Imazon informou ainda que quase 60% das terras indígenas da Amazônia não registraram desmatamento nos últimos 12 meses.
Amazonas concentrou 26% do desmatamento em julho
Os dados também mostram uma mudança no cenário quando analisado apenas o mês de julho de 2026.
Durante o mês, o Amazonas respondeu por 26% de todo o desmatamento registrado na Amazônia Legal, ficando atrás somente do Pará, que concentrou 30% da área desmatada.
Na comparação com julho de 2025, a área de floresta destruída no Amazonas apresentou aumento de 26%.
O resultado mostra que, apesar da redução acumulada no período de 12 meses, o estado ainda enfrenta momentos de aumento da pressão sobre a cobertura florestal.
Degradação florestal apresenta forte redução
Outro indicador destacado pelo levantamento foi a degradação florestal, relacionada principalmente às queimadas e à extração seletiva de madeira.
Na Amazônia Legal, a área degradada caiu 93% no ciclo 2025/2026, passando de 35.229 km² no período anterior para 2.577 km².
Segundo os dados apresentados pelo Imazon, esse foi o menor índice de degradação registrado desde 2023.
Monitoramento continua sendo necessário
Para os pesquisadores do instituto, a concentração do desmatamento em estados como Amazonas, Pará e Mato Grosso exige continuidade das ações de fiscalização e monitoramento.
A redução registrada no Amazonas nos últimos 12 meses representa uma queda importante no ritmo de devastação, mas os números de julho e a posição do estado no ranking mostram que a pressão sobre a floresta permanece.
O acompanhamento periódico dos indicadores permite identificar mudanças no ritmo do desmatamento e direcionar esforços para as áreas que apresentam maior vulnerabilidade.
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