Justiça pronunciou Camila Barroso da Silva e Antônio Chelton Lopes de Oliveira para julgamento pelo Tribunal do Júri; terceiro suspeito continua foragido e sessão ainda não tem data definida.
Caso Geovana vai a júri popular em Manaus
A Justiça do Amazonas decidiu que Camila Barroso da Silva e Antônio Chelton Lopes de Oliveira serão julgados pelo Tribunal do Júri pelo caso envolvendo a morte e as agressões contra a babá Geovana Costa Martins, de 20 anos, em Manaus.
A decisão de pronúncia mantém os dois acusados no caminho para julgamento popular, mas a data da sessão ainda não foi definida.
O Caso Geovana ganhou repercussão após a jovem ser encontrada morta em uma área de mata na região do Tarumã, zona oeste da capital amazonense, em 20 de agosto de 2024, depois de ter sido dada como desaparecida.
A pronúncia não representa condenação. Nesta fase, a Justiça entende que existem elementos suficientes para que a acusação seja analisada pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri.
Acusados estão em situações diferentes
Camila e Antônio Chelton respondem ao processo em condições distintas.
Segundo as informações divulgadas, Camila Barroso cumpre prisão domiciliar, autorizada judicialmente em razão de ser mãe de uma criança com deficiência.
Já Antônio Chelton permanece preso no sistema penitenciário.
Os dois deverão ser submetidos ao julgamento popular, quando os jurados analisarão as acusações e as provas apresentadas pelas partes.
Terceiro suspeito continua foragido
As investigações também apontaram a possível participação de um terceiro homem no crime.
Esse suspeito permanece foragido e, segundo a reportagem, ainda não havia sido localizado pelas autoridades.
As buscas continuam enquanto o processo dos dois acusados já pronunciados avança para a etapa do Tribunal do Júri.
Corpo de Geovana foi encontrado em área de mata
Geovana Costa Martins tinha 20 anos quando foi encontrada morta em uma área de mata no Tarumã-Açu, zona oeste de Manaus.
A jovem havia desaparecido antes de o corpo ser localizado.
Segundo as investigações citadas no processo e os relatos apresentados pela família, Geovana teria sofrido uma sequência de agressões físicas antes de ser morta.
A apuração também apontou suspeitas de que a vítima teria sido submetida a tortura durante o período anterior à morte.
Essas circunstâncias deverão estar entre os pontos examinados no julgamento.
Família levantou suspeita de coação
Familiares de Geovana também relataram às autoridades a suspeita de que a jovem estaria sendo coagida a participar do transporte de entorpecentes.
Essa informação passou a integrar o contexto investigado pelas autoridades, mas as circunstâncias e eventuais responsabilidades relacionadas a essa suspeita dependerão da análise das provas reunidas no processo.
O Caso Geovana segue, portanto, com elementos ainda sujeitos à avaliação judicial.
O que significa a decisão de pronúncia
A decisão de pronúncia ocorre quando o juiz considera existirem indícios suficientes de autoria e prova da materialidade de um crime doloso contra a vida para encaminhar o caso ao Tribunal do Júri.
Não cabe ao juiz dessa etapa decidir definitivamente se o acusado é culpado ou inocente.
Essa decisão será tomada posteriormente pelos jurados, após a apresentação da acusação, da defesa e das provas admitidas no processo.
Por isso, embora Camila Barroso e Antônio Chelton tenham sido pronunciados, ambos continuam protegidos pela presunção de inocência até eventual condenação definitiva.
Tribunal do Júri ainda não tem data
Apesar do avanço processual, ainda não foi divulgada a data em que os dois acusados serão julgados.
A mãe de Geovana, Márcia Costa, tem cobrado celeridade da Justiça e uma definição sobre o julgamento.
A família afirma esperar uma resposta judicial sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem.
Com a pronúncia, o processo entra em uma etapa decisiva, mas ainda depende dos procedimentos necessários antes da marcação da sessão.
Família cobra desfecho após dois anos
O corpo de Geovana foi encontrado em agosto de 2024. Dois anos depois, seus familiares ainda aguardam a realização do julgamento.
A demora até a definição do júri é um dos pontos questionados pela mãe da vítima.
A expectativa da família é de que a sessão permita esclarecer os elementos reunidos na investigação e definir judicialmente a responsabilidade de cada acusado.
Caso Geovana entra em nova fase
Com a decisão da Justiça do Amazonas, o Caso Geovana passa agora para a preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri.
Camila Barroso e Antônio Chelton serão submetidos à avaliação dos jurados em data ainda a ser estabelecida.
Enquanto isso, o terceiro suspeito apontado nas investigações continua sendo procurado.
O julgamento deverá analisar as acusações relacionadas à morte da jovem e às agressões que, segundo a investigação, teriam ocorrido antes do assassinato.
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