26.3 C
Manaus
quarta-feira, maio 27, 2026

Milhares protestam em Londres contra fome em Gaza e pressionam governo de Keir Starmer

Manifestantes batem panelas em frente à Downing Street e cobram fim do apoio britânico a Israel em meio à crise humanitária

Protesto em Londres cobra ação por Gaza: Cerca de 3.000 pessoas se reuniram nesta sexta-feira (26) em Downing Street, em Londres, para protestar contra a fome generalizada na Faixa de Gaza e a postura do governo britânico diante da crise humanitária. O ato, organizado pela Palestine Solidarity Campaign (PSC), utilizou o som de panelas batendo como símbolo de luto e revolta. Manifestantes também deixaram 1.000 panelas vazias no chão, representando as vítimas palestinas que morreram buscando comida sob bloqueio israelense.

O protesto aconteceu diante da residência do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, em uma tentativa de pressionar o governo a romper com seu apoio irrestrito a Israel e agir diante do que organizações internacionais têm chamado de “fome deliberadamente imposta”.

“Israel está utilizando a fome como arma. E o Reino Unido está assistindo calado”, afirmou um porta-voz da PSC durante o ato, segundo a Anadolu Agency.

A fome como arma de guerra: crise humanitária atinge níveis alarmantes

De acordo com dados do Ministério da Saúde de Gaza, pelo menos 122 pessoas já morreram de inanição, sendo mais de 80 crianças, enquanto milhares lutam para conseguir acesso a alimentos e água potável. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que os casos de desnutrição grave entre crianças menores de cinco anos triplicaram em apenas duas semanas em clínicas da cidade de Gaza.

Além da MSF, entidades como Save the Children e Oxfam denunciaram que a crise não é resultado apenas do conflito armado, mas também das restrições deliberadas à entrada de ajuda humanitária impostas por Israel com apoio tácito de países aliados.

Publicidade

Pressão interna e internacional sobre Keir Starmer

O governo britânico, liderado por Keir Starmer, tem sido alvo de críticas crescentes pela sua postura considerada “omissa” frente ao colapso humanitário em Gaza. Mais de 220 parlamentares britânicos assinaram uma carta pedindo o reconhecimento imediato do Estado da Palestina. A França e a Espanha já sinalizaram apoio formal à medida.

Diante da pressão popular, Starmer afirmou que realizará uma cúpula emergencial com França e Alemanha para discutir medidas imediatas. Segundo a Reuters, o premiê classificou a situação em Gaza como uma “catástrofe humanitária inaceitável” e declarou que “Israel deve permitir acesso irrestrito à ajuda”.

Ainda assim, o Reino Unido não alterou sua política de exportação de armamentos para Israel nem suspendeu apoio diplomático direto. Nas redes sociais, a hashtag #EndUKComplicity (Fim da cumplicidade britânica) viralizou, com milhares de usuários exigindo medidas concretas por parte de Londres.

Reações nas redes e próximos passos

O protesto foi amplamente repercutido nas plataformas digitais, com vídeos dos manifestantes batendo panelas circulando no X (antigo Twitter) e no TikTok. Internautas especulam que novas manifestações devem ocorrer nos próximos dias caso o governo continue inerte.

Jornalistas do The Guardian e da BBC apontam que o tema pode se tornar uma crise política doméstica, à medida que cresce a mobilização da sociedade civil, da comunidade árabe e de movimentos de direitos humanos dentro do Reino Unido.

Veja TambémAtaque de Israel destrói única igreja católica de Gaza e fere padre que informava o Vaticano

Artigos Relacionados

Pode Gostar